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Brasília - Ao comentar as novas
regras para a classificação indicativa na televisão,
o secretário-executivo da Agência de Notícias dos
Direitos da Infância (Andi), Veet Vivarta, defendeu que a será
necessária uma união de entidades da sociedade civil
para acompanhar o processo de implementação das
exigências. Os canais de televisão têm 180 dias
para adequar sua programação à nova portaria.
"Vai ser
necessário um esforço, uma articulação de
entidades da sociedade civil para acompanhar o processo nos próximos
meses e se fortalecer para dar a contribuição que se
espera dela [sociedade]”, disse em entrevista à Agência
Brasil. Sobre como a sociedade civil pretende monitorar a auto
classificação, Vivarta acredita que o Brasil
“amadureceu” sobre a questão da criança e do
adolescente, mas ainda não tem as condições e a
“maturidade” que se encontra em países que já
tratam a questão há vários anos.
Sobre
os fusos horários, Vivarta acha que a portaria deixou a
questão bem clara e o governo deu mais uma prova de boa
vontade, concedendo mais 180 dias para que as emissoras se adeqüem
tecnicamente. “As pessoas, às vezes, não percebem que
quando o horário de verão entra em vigor, 26 milhões
de crianças e adolescentes brasileiros são atingidos
por uma programação inadequada, que foge daquilo que é
estabelecido pela legislação. É isso que esse
artigo da portaria [artigo 19, parágrafo único] vem
corrigir”.
Quando falou sobre o ECA, Vivarta, lembrou que a
sociedade brasileira avançou muito nos direitos da infância
e da adolescência. Ele destacou a proposta do estatuto na
década de 80 e início de 90, em relação
as políticas implementadas hoje, os avanços
conquistados e os direitos da criança em temas no debate
público. Para ele, ao mesmo tempo que se comemora avanços,
há uma lista de problemas que são um desafio como a
qualidade da educação, a violência e a exploração
sexual.
“O Estatuto fez diferença, como a
Constituição Federal coloca, a criança e o
adolescente são prioridade absoluta, e nesse sentido nós
avançamos. Por outro lado, a complexidade de um país
como o Brasil, visto entre os mais desiguais do mundo, sendo apontado
internacionalmente como exemplo negativo de distribuição
de renda, isso acaba gerando problemas que não são
facilmente contornáveis, mas que demandam um posicionamento
concreto do Estado e da sociedade”.
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