



|
Brasília - De cada 100 imóveis da União destinados a órgãos públicos, menos de dois estão sem uso. A afirmação é da titular da
Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Alexandra
Reschke, em
resposta a relatório do Tribunal Superior de Contas (TCU) que
conclui que 571 dessas propriedades estão completamente vagas.
Nos cálculos
do TCU, o valor total desses bens – também chamados de imóveis de uso especial – corresponde a R$ 2,6 bilhões.
A não-utilização, segundo o
tribunal, contraria o princípio da eficiência, uma vez
que para administrá-los é necessário recorrer
aos cofres públicos.
“Esse número é menos
do que 2% do total dos 28.850 imóveis de uso especial que nós
administramos no Brasil”, disse Alexandra Reschke à Agência Brasil, hoje (13). “Espero
zerá-lo o mais rápido possível. Mas isso vai
depender de termos equipes dando continuidade ao trabalho já
iniciado.”
De acordo com Reschke, caso seja
confirmado que os imóveis não têm utilidade para
a União, eles deverão ser vendidos: “Uma vez que for
justificado que não exista uma função social
diretamente vinculada ao serviço público é
evidente que o imóvel é alienado. Isso já faz
parte das nossas rotinas”.
Para ela, o
relatório reflete o esforço para melhorar a
administração dos bens imobiliários da União.
“Esse relatório é bastante positivo. Na nossa relação
com o tribunal, nós já vinhamos analisando esses dados
e o próprio ministro [do TCU, Valmir Campelo, relator do
processo] vem acompanhando nosso esforço de melhorar e
qualificar essa gestão”.
A titular da secretaria comenta um
dos pontos levantados pelos auditores do tribunal: a falta de
recursos financeiros, material e pessoal para a SPU realizar suas
atribuições, entre as quais a administração
do patrimônio imobiliário da União e o zelo por
sua conservação. “Quando nós assumimos no
final de 2003, encontramos uma situação em que
inexistia o serviço de fiscalização. Era uma
situação crônica, acrescenta, que a secretaria
vinha passando nas últimas décadas. “Desde então,
nós investimos na constituição de um novo modelo
de gestão do patrimônio da União.”
De acordo com a secretária,
uma das medidas adotadas foi a implantação de uma
gestão compartilhada com os municípios na fiscalização
e identificação do uso adequado dos imóveis.
Segundo Reschke, a SPU seguirá todas as recomendações
feitas pelo TCU no relatório. Entre elas orientar as Gerências
Regionais para solucionar os problemas de registro de imóveis
e efetivar as vistorias prévias e posteriores.
“Eu acredito que até o
início do ano que vem tenhamos um quadro bem melhor. Nossa
meta é atingir os 100% de imóveis bem cuidados e
administrados de forma transparente”, conclui.
|
|