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13 de Julho de 2007 - 18h07 - Última modificação em 13 de Julho de 2007 - 18h07


Filhos de pais usuários de drogas merecem mais atenção, segundo coordenador

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - No dia em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 17 anos, o coordenador do Programa de Orientação e Apoio à Dependentes Químicos (Proad), Marcelo Niel Teixeira, avalia que é preciso dar mais atenção às crianças e adolescentes filhos de pais usuários ou dependentes. Segundo ele, esse esforço contempla o artigo 19 do ECA, que diz que “toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes”.

Segundo ele, os filhos de usuários ou dependentes químicos sofrem maior risco de se envolverem com as drogas ou álcool, seja geneticamente ou socialmente. “É difícil evitar que as crianças ou adolescentes não tenham contato, porque não podemos tirar as crianças dos pais. Em casos mais graves os pais até perdem a guarda e as crianças vão para abrigos, mas no Brasil nós temos uma situação muito complicada, porque os abrigos infantis não têm estrutura adequada”, disse.

Teixeira disse ainda que é preciso também assumir de forma efetiva que há crianças e adolescentes que usam drogas e a partir daí melhorar a rede de apoio tanto a esse grupo quanto aos filhos de usuários ou dependentes para acesso e tratamento. “O importante, e que já acontece nos outros países, é oferecer um ambiente de tratamento com suporte psicoterápico, pedagógico e avaliação psiquiátrica, para que as crianças cresçam com suporte melhor. É preciso enfatizar a orientação para essas pessoas”, diz.

O coordenador do Proad participa hoje (13) de um debate sobre o 17º ano de existência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), junto com entidades de direitos humanos, sociedade civil e sindicatos. O debate é a última etapa da Jornada Cidadã, que ocorre em diversas regiões do país e países da América Latina e Caribe para denunciar e propor formas de combater os problemas da juventude.

 


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