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22 de Julho de 2007 - 10h25 -
Última modificação
em 22 de Julho de 2007 - 13h52
Falta de trigo deixa pão francês mais caro
Luana Lorenço
Repórter da Agência Brasil
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José Cruz/ABr
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Brasília - A queda nos estoques mundiais de trigo e o aumento nas taxas para importar o grão vão deixar o pãozinho francês mais caro para os brasileiros. As padarias já aumentaram em cerca de 10% o preço do quilo do pão, que chega ao consumidor por R$ 5,50
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Brasília - A queda
nos estoques mundiais de trigo e o aumento nas taxas para importar o
grão vão deixar o pãozinho francês mais
caro para os brasileiros. Por recomendação da
Associação Brasileira da Indústria de
Panificação e Confeitaria (Abip), as padarias já
aumentaram em cerca de 10% o preço do quilo do pão, que
chega ao consumidor por R$ 5,50, em média.
A
justificativa para o aumento de preço é o baixo estoque
de trigo nas indústrias que fabricam e distribuem a farinha,
principal ingrediente do pãozinho. A diminuição
das reservas foi causada por dificuldades na safra
mundial de 2006 e pela interrupção da importação
de trigo da Argentina, principal fornecedor do mercado brasileiro.
Segundo
dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os argentinos
são responsáveis por mais de 90% das importações
de trigo brasileiras. Em março, a Argentina suspendeu as
exportações de trigo em grão, alegando proteção
ao abastecimento interno.
Com essa
decisão, o Brasil teve que recorrer a outros mercados, em
especial Canadá e EUA. Os grãos comprados desses países
estão sujeitos à tarifa externa comum (TEC), imposto que aumenta os
preços em 10% - nas transações entre os países do Mercosul, a taxa não é cobrada.
Para a
Associação Brasileira das Indústrias de Trigo
(Abitrigo), a solução para minimizar os efeitos da
suspensão de trigo argentino seria a isenção
temporária da TEC para os outros países fornecedores.
"Não faltará trigo nem farinha de trigo ao Brasil,
mas sem a isenção o aumento será significativo e
os panificadores serão obrigados a atualizar suas margens e
aumentar os preços”, disse Samuel Hosken, presidente da
Abitrigo.
O
presidente da Abip, Alexandre Pereira, disse que o reajuste repassado
ao consumidor não é reflexo somente da taxa de
importação. “Nos últimos 90 dias, os aumentos
para as panificadoras foram maiores que 10%, porque tem pouco trigo
no mercado e o preço sobe, mas nossa expectativa é fazer o possível
para não repassar as perdas para o consumidor”, afirmou.
Pereira
destacou que ainda não é possível prever se
haverá mais aumento no preço do pão nos
próximos meses. “Sabemos que se o preço subir demais,
as pessoas vão deixar de consumir e essa não é
nossa intenção”.
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