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16 de Julho de 2007 - 06h50 - Última modificação em 16 de Julho de 2007 - 06h59


Presidente diz que vaia na abertura do Pan não muda relação do governo com Rio

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Ricardo Stuckert/PR
Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha à cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos Rio-2007
Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha à cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos Rio-2007
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou de “reação do ser humano” as vaias que recebeu, na última sexta-feira (13), durante a abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no Maracanã. Lula admitiu que ficou chateado com a atitude do público, mas garantiu que sua relação com o povo do Rio de Janeiro não será alterada. Depois das vaias, Lula desistiu de declarar aberto os jogos, como estava planejado. A declaração foi feita pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman.

“Na minha vida política, a vaia e o aplauso são dois momentos de reação do ser humano. A única coisa que eu, particularmente, fico triste é que eu fui preparado para uma festa. É como se eu fosse convidado para o aniversário de um amigo meu, chegasse lá e encontrasse um grupo de pessoas que não queria a minha presença lá. Eu tenho certeza de que não é esse o pensamento do Rio de Janeiro”, disse Lula, no programa de rádio Café com o Presidente.

“Depois que terminou o evento, várias pessoas vieram dizer que tinha sido organizado, que gente tinha recebido o convite. A mim, não me interessa o que aconteceu, já aconteceu. O importante é que foi uma abertura extraordinária dos Jogos Pan-Americanos.”

O presidente afirmou que não haverá mudanças nos planos de investimento do governo federal para o Rio por conta do episódio. “Nós vamos trabalhar, nós temos muitos projetos para trabalhar no Rio de Janeiro e vamos trabalhar no Rio de Janeiro. Isso não muda um milímetro do meu comportamento com o Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro a gente poderia dizer continua lindo e merece que o governo federal faça o que for possível para o Rio de Janeiro.”



 


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