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18 de Julho de 2007 - 22h27 - Última modificação em 18 de Julho de 2007 - 22h27


Associação aponta descaso e omissão do governo como responsáveis por acidente com o Airbus

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O descaso e a omissão do governo com a infra-estrutura dos aeroportos brasileiros foram responsáveis pelo acidente com o Airbus A320 da TAM, ontem (17), em São Paulo. A opinião é de Angelita de Marchi, presidente da Associação de Familiares e Amigos e das Vítimas do Vôo 1907 – em que um Boeing da Gol caiu em Mato Grosso após colisão com um jato Legacy, em setembro passado, deixando 154 mortos.

“Todos os órgãos de governo envolvidos com a aviação, como a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], Infraero [Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária] e Comando da Aeronáutica receberam sinais de que isso poderia acontecer”, disse.

Na avaliação de Angelita de Marchi, as autoridades não ouviram, por exemplo, as recomendações dos controladores de vôo. “Eles fizeram inúmeros protestos e greves brancas na tentativa de alertar para a segurança. Tanto a deles, em relação às condições de trabalho, quanto a dos passageiros, em relação à infra-estrutura dos aeroportos”, enfatizou.

A reforma na pista do Aeroporto Internacional de Congonhas, “que não impediu esse desastre terrível”, também revela a  "falta de atenção com a população", acrescentou.

Ela informou que a Associação está à disposição para dar apoio aos parentes da vítimas do acidente com o avião da TAM. “Nesse momento, sabemos que as pessoas estão atônitas com a notícia da morte dos parentes. Vamos esperar até a próxima semana para procurá-los”, disse. A entidade, segundo Angelita de Marchi, manifesta solidariedade aos parentes das vítimas do "novo maior acidente da aviação brasileira".



 


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