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20 de Julho de 2007 - 10h23 -
Última modificação
em 20 de Julho de 2007 - 13h54
Projeto social da Confederação de Vôlei leva esporte a crianças
José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil
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Wilson Dias/ABr
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Niterói (RJ) - O projeto VivaVôlei, lançado em 2002 na cidade fluminense, envolve hoje mais de 30 mil crianças em 576 centros
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Rio de Janeiro - O vôlei do
Brasil tem sido uma das principais atrações dos Jogos
Pan-Americanos do Rio de Janeiro, reunindo sempre grandes públicos.
Essa modalidade tornou-se, já há alguns anos, um
esporte popular e uma das ações nesse sentido foi o
investimento na prática e na busca de talentos por parte da
Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). O projeto
VivaVôlei é um exemplo. Lançado em 2002, na
cidade de Niterói (RJ), espalhou-se pelo país e hoje
envolve mais de 30 mil crianças.
As crianças, de 7 a 14 anos,
têm acompanhamento pedagógico. Além da prática
esportiva, elas precisam apresentar boas notas escolares e boa
convivência social. “Nosso objetivo é socializar e
educar o aluno através do esporte”, explica um dos
coordenadores do VivaVôlei, Alberto Iecin. Segundo ele, o
projeto busca aproximar os alunos dos pais, afastá-los das
drogas e diminuir a evasão escolar. “Quem não
responde satisfatoriamente aos estímulos tem um acompanhamento
direto do professor e, se for necessário, é
encaminhamos à assistência social do município”,
diz, em entrevista à Agência Brasil.
Niterói tem mais de 2 mil
alunos matriculados em 13 centros esportivos. As aulas são
ministradas nos períodos matutino e noturno, de segunda a
sábado. Cada turma tem, no máximo, 24 crianças.
Ao final das aulas é servido um lanche. “Vários
alunos que passaram pelo Viva Vôlei hoje estudam educação
física”, comenta Iecin. “Outros já fazem parte da
seleção brasileira de base ou jogam em clubes.” No
entanto, frisa ele, a intenção da CBV é antes
materializar nos alunos a tolerância, a afetividade e o
companheirismo: “O projeto não é para formar
campeões, mas cidadãos”.
A professora do VivaVôlei
Márcia Medeiros Nery, formada em educação
física, dá aulas em Santa Rosa, bairro de Niterói,
desde que o projeto foi implantado na comunidade, no início do
ano. Ela diz que a região sofre com o problema das drogas, e
que as crianças são visadas pelo tráfico. “Elas
ficavam no ócio e viviam o tempo inteiro na rua. Com o
projeto, descobriram uma atividade que une esporte e lazer, além
de ter aumentado a integração da própria
comunidade”, frisa. “Os pais acompanham os filhos, e isso é
importante para a troca de informações
professor-família.”
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