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19 de Julho de 2007 - 22h01 - Última modificação em 19 de Julho de 2007 - 23h35


Avião poderia pousar sem reverso, garante Aeronáutica

Vladimir Platonow e Daniel Merli
Repórteres da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
São Paulo - Bombeiros trabalham nas ruínas do prédio da TAM atingido pelo vôo 3054 à procura de mais vítimas do acidente
São Paulo - Bombeiros trabalham nas ruínas do prédio da TAM atingido pelo vôo 3054 à procura de mais vítimas do acidente
São Paulo e Brasília - "O reverso é um brinde para o piloto. A aeronave tem de ser capaz de uma operação sem a utilização dos reversos", garantiu o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho. Reverso é um equipamento de vôo que vai acoplado à turbina do avião, para auxiliar a reduzir a velocidade durante o pouso. "O reverso não é fator preponderante para operação em uma pista", afirmou, em entrevista coletiva esta tarde.

A companhia TAM Linhas Aéreas divulgou nota esta noite confirmando que estava desativado o reversor da asa direita do Airbus A320, que realizava o vôo JJ 3054 de Porto Alegre a São Paulo e chocou-se com um terminal de cargas da empresa ao tentar pousar em Congonhas. O aparelho havia apresentado defeito e foi desativado. Ontem (18), em entrevista coletiva, o presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, já havia dado a informação. Mas o fato foi apresentado esta noite, pelo Jornal Nacional, como uma das possíveis causas do acidente.

Assim como a Aeronáutica, a TAM afirma que o reverso não é indispensável para o vôo. E que a aeronave tem capacidade para pousar, mesmo com chuva, até sem os dois reversores. "O procedimento não configura qualquer obstáculo ao pouso da aeronave". O reverso "foi desativado em condições previstas pelos manuais de manutenção da fabricante Airbus e aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)".

Em 1996, o reverso direito foi responsável pela queda do Fokker 100 da TAM. Mas durante uma decolagem. O avião caiu sobre casas do bairro de Jabaquara, zona sul paulistana, dois minutos após decolar de Congonhas rumo ao Rio de Janeiro. As investigações apresentaram o reversor da turbina direita como causa do acidente. O aparelho abriu, durante a decolagem, reduzindo a velocidade do avião e provocando a queda. O acidente provocou 102 mortes.


 

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