|
|
19 de Julho de 2007 - 13h55 -
Última modificação
em 19 de Julho de 2007 - 13h57
Ministro diz que novas fundações vão permitir gestão e concursos simplificados
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
|
|




|
Antônio Cruz/Abr
| |
Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em entrevista coletiva a emissoras parceiras da Radiobrás, no estúdio da Rádio Nacional
|
Brasília - O ministro da Saúde, José
Gomes Temporão, afirmou hoje (19), em entrevista coletiva a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás, que as reações contra a
criação de fundações estatais de saúde
são naturais. No último dia 12, o governo enviou
ao Congresso Nacional o projeto de lei complementar que regulamenta
a criação das fundações estatais em
várias áreas, como saúde e cultura. Sindicalistas e representantes da sociedade civil têm se posicionado contra a proposta do governo.
“As instituições
são tradicionais e o primeiro movimento é defender o
status quo [a situação atual], nada pode mudar.
A medida que o projeto for divulgado e debatido de maneira clara,
tenho certeza que a sociedade vai perceber um instrumento muito
importante”, defendeu Temporão.
Para o ministro, a criação
das fundações vai permitir melhora na gestão e
nos gastos dos recursos, além de reduzir burocracia. “Estamos
propondo um novo modelo de gestão. É um modelo que
estará controlado pelo estado, mas haverá um conjunto
de flexibilidades que permitem que o dinheiro seja gasto de maneira
eficiente e as respostas sejam mais rápidas.”
O ministro da Saúde afirmou ainda que será mantida a realização de
concurso público, mas de maneira simplificada. “As regras
para fazer um concurso são tão rígidas que um
concurso dura um ano. As vagas não são preenchidas
porque os salários são tão ridículos que
não se consegue trazer gente qualificada.”
Temporão disse que, com a criação
de fundações, haverá mais agilidade na
contratação e os funcionários serão
recompensados por bom desempenho. “Haverá ganhos por
desempenho individuais e coletivos, já que a organização
vai passar a ter metas.”
O ministro acrescentou que, além
de melhorar a eficiência do gasto, é necessário
buscar mais recursos para a saúde. “É metade do que a
Argentina gasta e está anos luz de distância do que os
países ricos gastam.” Segundo Temporão, o
Brasil aplica US$ 500 por pessoa por ano em saúde, enquanto o
Canadá, por exemplo, gasta R$ 2 mil por ano, por pessoa. “Temos que resolver essa dupla
equação, gastar melhor e brigar junto com sociedade
brasileira por mais recursos.”
|
|
|
LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
|
|