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20 de Julho de 2007 - 14h04 - Última modificação em 20 de Julho de 2007 - 14h54


Igrejas realizam ato ecumênico no local do acidente e cobram medidas para setor aéreo

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Um ato ecumênico em memória das vítimas do acidente com o avião da TAM, que se chocou terça-feira ( 17) com o prédio onde funcionava o terminal de cargas da empresa, reuniu hoje (20), ao meio-dia, na Avenida Washington Luís, representantes de diversas igrejas. Participaram do ato, realizado próximo ao local do acidente, protestantes, cristãos, budistas, espiritualistas, seguidores do judaísmo, do xamanismo e de religiões indianas.

O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, disse que a cerimônia foi uma manifestação de solidariedade aos familiares das vítimas e às pessoas que estão trabalhando para confortar os que perderam parentes e amigos no acidente.

Scherer pediu que as investigações esclareçam o que realmente aconteceu com o avião no dia do acidente: “Não basta conseguir entender o que aconteceu. É preciso fazer com que novos acidentes sejam prevenidos para que as pessoas possam viajar e viver com segurança.”

Para o arcebispo, as medidas de proteção ao vôo têm de ser de levadas a sério, “mesmo em momentos de desenvolvimento econômico e crescimento do número de passageiros”. Scherer lembrou que o Papa Bento XVI enviou mensagem de solidariedade às vítimas, no dia do acidente. O arcebispo, que celebrará missa domingo (22), na Catedral da Sé, enfatizou que toda a sociedade espera que os responsáveis pelo setor resolvam a crise aérea, que se arrasta há meses.

O representante da tradição xamânica no ato ecumênico, Cyro Leão, exigiu honestidade das autoridades. “Não adianta discursar e não fazer. Se o governo tinha informações de que isso [caos aéreo] ia acontecer, por que não agiu? Tem de haver honestidade, e cada um entender a responsabilidade assumida junto com o cargo público,” afirmou.

O reverendo Elias de Andrade Pinto, da Igreja Presbiteriana Independente, cobrou humildade dos responsáveis pelo setor aéreo para que possam encontrar soluções para a crise. “Nossa esperança é que ações concretas demonstrem à população que segurança é prioridade. Coerência, transparência, coragem e humildade, quando aparecem, indicam o caminho a seguir”, disse o reverendo.



 


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