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26 de Julho de 2007 - 20h24 -
Última modificação
em 26 de Julho de 2007 - 20h24
Medalha de ouro no futebol feminino mostra conquista das mulheres no esporte
Yara Aquino
Enviada Especial
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Wilson Dias/ABr
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Rio de Janeiro - Equipe brasileira de futebol feminino ganha medalha de ouro nos jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, após vitória de 5 a 0 sobre a equipe dos Estados Unidos
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Rio de Janeiro - Diante de um público recorde para um jogo de futebol feminino no Brasil, mais de 67 mil pagantes, as 22 mulheres que integram o time brasileiro conquistaram medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos hoje (26), no Maracanã. Contudo, da primeira medalha de ouro para mulheres, que só veio na terceira edição do Pan em 1959, até hoje, muita coisa mudou.
A participação feminina nas competições aumentou e no caso brasileiro as mulheres já se aproximam da metade dos atletas que compõem a delegação do Pan, são quase 44%. Na edição anterior dos jogos, em 2003 em Santo Domingo elas eram 40%. Antes disso em 99, nos jogos de Winnipeg, as mulheres foram 38% do total de atletas.
Mesmo com o constante aumento algumas mulheres afirmam que ainda sofrem preconceito no esporte. “Preconceito ainda há, lógico, acho que essa é uma das coisas que atrapalha o desenvolvimento da gente aqui no Brasil, não só em relação ao futebol feminino, mas em todos os esportes. Mas nós mulheres estamos procurando nosso espaço, mostrando nosso potencial aos poucos e isso só tem a crescer”, afirma Marta Silva, medalha de ouro no futebol feminino no Pan e eleita pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) a melhor jogadora do mundo.
A torcedora Leila Porto concorda com Marta. Ela diz acreditar que “discriminação sempre vai ter contra a mulher”, porém destaca o avanço obtido nos jogos. “Nesse Pan, o judô teve mulher ganhando e está tendo em todos os esportes que antes eram só masculinos. Você vê que o futebol então nem se fala, o masculino acabou e as meninas continuaram”, disse.
Não foi só em campo que as mulheres marcaram presença na final de hoje do futebol feminino. Elas também eram inúmeras na torcida com roupas e batons verde-amarelo. Na arquibancada um time animado foi formado por um grupo de enfermeiras que levaram crianças e um bebê para o estádio. E estavam impecáveis na produção com perucas coloridas e blusas do Brasil. Uma delas, Marisa Monte: “as mulheres estão em todas as profissões, creio que o futebol é mais uma”.
A torcedora Valéria Leite confessa que “levava mais fé que o time masculino ia mais à frente”. Em um país em que o futebol masculino é consolidado a medalha da seleção feminina vem reforçar o avanço delas em esportes onde os homens têm mais espaço. “Acho que todo mundo esperava o futebol masculino aqui para estar dando esse show e fazendo com que toda essa torcida maravilhosa ficasse alegre, mas isso não aconteceu”, diz a jogadora da seleção, Elaine Moura.
Um público tão grande e uma goleada de 5 a 0 parece mesmo ser o reconhecimento de que o esporte abre mais espaço para as mulheres. “Essa medalha de ouro é não só para o futebol feminino, mas para as outras modalidades que as mulheres participam. Acho que isso está sendo muito importante. Esse Maracanã lotado foi maravilhoso”, afirma a lateral-direita Daiane Rodrigues.
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