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Brasília - A partir de junho do ano que vem, deverá ser cobrado pedágio em
pelo menos sete trechos de rodovias federais, que somam 2,6 mil
quilômetros. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento,
anunciou hoje (26) a realização de leilão, dia 9 de outubro, para
concessão dessas rodovias à iniciativa privada.
Os editais para o leilão deverão ser publicados dentro de duas
semanas. As empresas que vencerem o leilão terão o
direito de operar as rodovias por 25 anos. O leilão será às 14h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
O
ministro disse que considera as rodovias atrativas para investimentos
da iniciativa privada. “O objetivo do governo é ter boas
rodovias com segurança e, no nosso entendimento, essas
rodovias têm viabilidade econômica e podem ser
administradas pela iniciativa privada”, afirmou. Segundo ele, o
leilão será feito por envelope fechado, e vencerá
a licitação a empresa que apresentar a menor tarifa de
pedágio.
O
valor máximo das tarifas por praça de pedágio
varia de R$ 2,67, para a Rodovia Régis Bittencourt, entre São
Paulo e Curitiba, a R$ 4,17, para a BR 116, entre Curitiba e a divisa
entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esses preços devem
baixar, conforme a concorrência do leilão. Os valores
serão reajustados pelo Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA)
até a data do início da cobrança.
O
diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT), José Alexandre Resende, informou que os contratos com
as empresas vencedoras do leilão devem ser firmados no início
de janeiro. A partir daí, elas têm seis meses para
concluir as obras e começar a cobrar pedágios.
Ontem (25),
o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o governo a
publicar o edital da segunda etapa de concessão a investidores
de sete trechos de rodovias federais. Na decisão,
foi mantida a proposta do governo de que a Taxa Interna de Retorno
(TIR), que garante o ganho dos investidores, seja de 8,95%.
Nessa
versão do edital analisado pelo TCU, o governo já havia
reduzido a TIR de 12,88% para 8,95%, ao ano. Segundo Resende, a
mudança proporcionou uma redução média
nas tarifas de pedágio de 15,93%.
Resende disse que ainda há 15 mil quilômetros de rodovias
federais que podem ser privatizadas por concessão ou por meio
de Parcerias Público-Privadas. Atualmente, há cerca de
10 mil quilômetros já sob concessão da iniciativa
privada.
O
governo vem tentando laçar o edital para concessão
desses sete trechos de rodovias desde 1998, mas o processo
licitatório foi cancelado diversas vezes. No
primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, o ministério tentou a licitação dos
sete trechos, mas o processo foi cancelado pelo TCU, por causa de
divergências sobre o modelo e os benefícios aos
usuários.
As
informações sobre as melhorias que deverão ser
implementadas em cada trecho estão no site da ANTT
(www.antt.gov.br).
Confira
os trechos que serão leiloados, as tarifas máximas
de pedágio e quantas praças de pedágio haverá em cada
trecho:
Trechos
| Extensão
| Tarifas
| Pedágios
| BR 153, divisa entre Minas Gerais e São Paulo
e divisa entre São Paulo e Paraná
| 321,60 km | R$ 4,06 | 4 | BR 116 em Curitiba e divisa entre Santa Catarina e
Rio Grande do Sul
| 412,70 km | R$ 4,17 | 5 | BR 393 na divisa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro
e no entroncamento da BR 116 (Via Dutra)
| 200,35 km | R$ 4,02 | 3 | BR 101 na divisa entre o Rio de Janeiro e o
Espírito Santo e na Ponte Presidente Costa e Silva
| 320,10 km | R$ 3,80 | 5 | BR 381 em Belo Horizonte e São Paulo (Fernão Dias)
| 562,20 km | R$
2,87 | 8 | BR 116 em São Paulo e Curitiba (Regis Bittencourt)
| 401,60 km | R$ 2,67 | 6 | BRs 116, 376 e 101 em Curitiba e Florianópolis
| 382,33 km | R$ 2,74 | 5 |
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