



|
Brasília - Começa hoje (29), com a abertura oficial, a 3ª edição
dos Jogos Mundiais de Cegos. As provas, disputadas em São Paulo e em São Caetano do Sul (SP), têm início 13 dias
antes da abertura dos Jogos Parapanamericanos, que serão realizados no Rio
de Janeiro, de 12 a 19 de agosto. Segundo o presidente do Comitê
Organizador, David Farias Costa, essa decisão teve como
objetivo facilitar a participação dos atletas nas duas
competições.
“Os
países que participam do Parapan e dos Jogos Mundiais teriam
dificuldades em fazer duas viagens para o Brasil no mesmo ano”,
disse Costa. Ele informou que cerca de 300 atletas que estarão nos
jogos mundiais vão participar também dos Parapan.
A competição irá reunir 1,6 mil representantes de
64 países. Só a delegação brasileira
tem 156 integrantes, entre atletas, guias, coordenadores e pessoal da área
médica. Eles vão disputar provas em sete modalidades:
powerlifting (levantamento de peso); atletismo, judô, natação,
goalball e futebol (para cegos e atletas com baixa visão).
De acordo
com Costa, o aumento do número de participantes é a
principal diferença entre os Jogos Mundiais disputados no Brasil e as duas edições anteriores do evento, em 1998, na Espanha, e em 2003, no Canadá. “Isso
é a força do esporte paraolímpico”, afirmou.
David Costa disse também que, além de ser
um grande evento esportivo, que incentiva a integração
social dos cegos, a competição pode fazer com que a sociedade veja os
deficientes visuais de uma forma mais saudável.
Sobre o desempenho dos atletas brasileiros, Costa prevê disputa acirrada, mas garante que os atletas vão lutar
para o país ficar bem posicionado. “Esperamos ficar entre
os cinco primeiros colocados”, disse ele, ao lembrar que os atletas também
disputarão vagas para as Paraolimpíadas da China, previstas para o ano que vem.
O
Ministério do Esporte disponibilizou R$ 300 mil para
realização do 3º Mundial de Cegos, segundo informou a
assessoria de imprensa do órgão. Os jogos são
organizados pela Confederação Brasileira de Desporto
para Cegos (CBDC) e pela International Blind Sports Federation
(IBSA), com apoio do Comitê Paraolímpico Brasileiro,
do governo do estado de São Paulo e das prefeituras de São
Paulo e de São Caetano do Sul.
|
|