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27 de Julho de 2007 - 12h58 - Última modificação em 27 de Julho de 2007 - 17h08


Tae-kwon-do teve ouro com custo quase zero, medalhas da ginástica custaram mais de R$ 160 mil

Aécio Amado
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Wilson Dias/ABr
Rio de Janeiro - O atleta brasileiro Diogo Silva, medalha de ouro no tae kwon do, participa da abertura oficial da Olimpíada Carioca que acontece paralelamente aos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro - O atleta brasileiro Diogo Silva, medalha de ouro no tae kwon do, participa da abertura oficial da Olimpíada Carioca que acontece paralelamente aos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro - A falta de patrocínios não tem sido obstáculo para que esportes como tae-kwon-do, o boxe, o levantamento de peso e o futebol feminino ganhem medalhas nos Jogos Pan-Americanos. Essas modalidades também ajudaram o país chegar a um número recorde de medalhas conquistadas no Pan 2007, colocando o Brasil entre as três maiores potências esportivas das Américas.

O tae-kwon-do é um exemplo disso. Sem patrocínio, mas com medalha, e trabalhando apenas dos recursos da Lei Agnelo Piva, com alguns lutadores recebendo uma ajuda de custo de R$ 600,00, e outros do dinheiro do programa Bolsa Atleta, o esporte conquistou quatro medalhas no Pan 2007 - um de ouro, com Diogo Silva; duas de prata, com Márcio Wenceslau e Natalia Falavigna; e uma de bronze com Leonardo Gomes.

Por sua vez a ginástica artística, patrocinada pela Caixa Econômica Federal (CEF) e pela Lei Agnelo Piva, conquistou 11 medalhas: quatro de ouro, dois de prata e cinco de bronze. Informações divulgadas pela CEF revelam que o patrocínio foi de R$ 1,8 milhão, no período de abril de 2006 a julho deste ano.

Ao calcularmos o investimento feito nesses dois esportes olímpicos, considerando apenas o dinheiro de patrocínio, o resultado mostra que cada uma das onze medalhas conquistadas na ginástica artística custou financeiramente à confederação cerca de R$ 163 mil. Já no tae-kwon-do, esporte sem patrocínio, a medalha conquistada representou um custo zero.

O professor da Escola de Comunicação e Marketing da UFRJ, Marcelo Serpa, acentua que a conquista de medalhas por esportes não patrocinados em competições internacionais, como o Pan 2007, tem que ser aproveitada pelas confederações para divulgar a modalidade esportiva e, assim, se aproximar das empresas patrocinadoras. Pois só desta maneira se poderá combater essas distorções.

O medalhista de ouro do tae-kwon-do no Pan, Diogo Silva, tem a mesma opinião do professor Marcelo Serpa. Ele acha que o bom desempenho do tae-kwon-do nos Jogos Pan-Americanos é uma excelente chance de tornar o esporte mais conhecido do público. "O Pan vai nos trazer esse retorno. Eu não vejo uma outra forma de trazer mais visibilidade do que os Jogos Pan-Americanos", disse.


 


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