Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
27 de Julho de 2007 - 17h48 - Última modificação em 27 de Julho de 2007 - 17h48


Cariocas têm sensação de segurança, mas esperam "teste" depois dos jogos

José Carlos Mattedi
Enviado especial

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Fabio Pozzebom/ABr
Rio de Janeiro - As 52 viaturas da Força Nacional de Segurança, que serão utilizadas para patrulhar 19 pontos de divisa do estado. Os 500 homens enviados ao Rio representam o maior contingente já empregado pelas tropas federais.
Rio de Janeiro - As 52 viaturas da Força Nacional de Segurança, que serão utilizadas para patrulhar 19 pontos de divisa do estado. Os 500 homens enviados ao Rio representam o maior contingente já empregado pelas tropas federais.
Rio de Janeiro - O aumento do efetivo policial para os Jogos Pan-Americanos, que começaram no último dia 13 e terminam no próximo domingo, ajudou a reduzir alguns crimes na cidade do Rio de Janeiro e a aumentar a sensação de segurança do carioca. São 18 mil homens e mulheres da Força Nacional e das polícias Federal, Rodoviária, Militar e Civil. Na Delegacia de Roubos e Furtos de Carros, por exemplo, o número de registros caiu 35% na primeira quinzena de julho em relação ao mesmo período de 2006.

Ainda não há, contudo, um balanço integral sobre número de homicídios e outros crimes. A Agência Brasil foi às ruas ouvir moradores do Rio, e a maioria assume que há uma percepção maior de segurança com a presença do forte efetivo policial. Contudo, segundo os moradores, a situação da violência urbana pode voltar com o fim da competição. Dezesseis pessoas foram consultadas no centro da cidade, onde circulam vindas de várias regiões do Grande Rio.

A maioria – doze pessoas – disse que a segurança melhorou, enquanto quatro afirmaram que continua a mesma coisa de antes do início dos jogos. Porém, das doze que acham que o Rio está menos violento, cinco delas sublinharam que isso só ocorre no centro, na zona sul e em parte da zona oeste (Jacarepaguá e Barra da Tijuca), áreas onde o evento está sendo realizado, enquanto nas outras regiões a violência permanece.

Ao mesmo tempo, a maioria acredita que a violência na cidade vai voltar, e até mesmo aumentar, logo após o fim do Pan-Americano. Apenas uma pessoa defendeu que a segurança vai continuar. Ou seja, o carioca está descrente quanto a permanência dos índices de queda da violência a partir de segunda-feira (30). Um balanço das ocorrências policiais durante a competição deve ser divulgado pelo governo do estado na próxima semana.

“A segurança melhorou. A gente vê mais policiamento nas ruas. Todo mundo acha que está melhor, mas vamos torcer para que depois do Pan a cidade não volte a ficar às moscas. Mas creio que, acabando os jogos, tudo volta como era antes, com a bandidagem ocupando seus postos”, disse o jornaleiro Wagner Lamego Barbosa, 36 anos, que tem uma banca de jornal e revista na Praça Mauá.

Próximo dali, na Rua Acre, o taxista Roberto de Souza Oliveira, 56 anos, faz ponto. Está na praça há 29 anos. Segundo ele, a violência na cidade diminuiu em cerca de 50% por causa da competição continental. “A segurança está boa. Não vi e não soube de nenhuma violência contra taxista e transeuntes nas ruas. Está tranqüilo mesmo, o que é difícil de acontecer. Agora, não creio que isso vá continuar depois dos jogos”, afirmou resignado.

Mais à frente, na rua conhecida como “Beco da Sardinha”, o camelô Laécio Francisco Alves, 54 anos, reclamou que a segurança do Pan só se restringe à zona sul e ao centro da cidade. Para ele, que mora em Campo Grande, bairro da zona oeste, a violência não diminuiu. “Está a mesma coisa. A segurança só é em volta do Pan. Fora dali, os bandidos agem. É assalto em cima de assalto”, frisou. “Só privilegiaram o lado rico da cidade. A violência não vai acabar. Terminado os jogos, volta a ser como antes”.

Na movimentada Avenida Rio Branco, o auxiliar de vendas Rafael Costa de Souza, 19 anos, morador do Centro, assinalou que a violência na região diminuiu, “pois aqui era mais agitado, com uma onda de assaltos freqüentes”. Para ele, também, ao final da competição a rotina de assaltos e violência vai retornar. “Os brasileiros só querem mostrar aos outros países que aqui há segurança. Mas por que não mostraram essa segurança antes? Acabado os jogos, volta tudo. Para melhorar a segurança no Brasil, só tendo Pan todos os dias”, pontuou.

Próximo dali, o vigilante João Carlos da Silva, 45 anos e morador de Nova Iguaçu, tem opinião diferente. Acredita que o policiamento ostensivo na cidade vai continuar ao término da competição. “Acho que o governador [Sérgio Cabral] vai fazer um bom serviço para que fique do jeito que está. Penso que o policiamento vai continuar, deixando o cidadão mais seguro”, destacou.

A vendedora de guarda-chuvas – o dia está nublado e chuvoso no Rio -, Irene Lopes da Silva, 65 anos, disse que a cidade está mais segura só por causa do Pan, e que acabando os jogos a violência vai voltar. “O efetivo da polícia é só para mostrar os gringos. Acabada a festa, os bandidos voltam à cena”, comentou. 


 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

  •   VÍDEO

    FAVELAS E ESPORTE

    Pesquisa em 53 favelas do Rio de Janeiro próximas às instalações dos Jogos Pan-Americanos mostra que a infra-estrutura esportiva nesses locais é precária

    O PAN E O TREM

    Sem estacionamento em muitos locais dos jogos, torcedores da Zona Sul do Rio descobrem o trem como meio de transporte público para assistir ao Pan-Americano

    Vila Olímpica da Mangueira

    A Vila Olímpica da Mangueira conta com seis modalidades de esporte. Doze dos atletas que disputarão os Jogos Pan-Americanos tiveram sua formação esportiva na comunidade

    Guias Cívicos

    Jovens de 10 comunidades do Rio de Janeiro atuam como guias cívicos nos Jogos Pan-Americanos. Projeto é coordenado pelo Ministério da Justiça

 

O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina