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28 de Julho de 2007 - 15h59 - Última modificação em 28 de Julho de 2007 - 15h59


Governo precisa dobrar orçamento para atender todos atletas que podem receber bolsa

Aécio Amado
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Rio de Janeiro - Dobrar o orçamento do programa Bolsa Atleta dos atuais R$ 13 milhões para R$ 26 milhões, em 2008, é uma das metas do ministro do Esporte, Orlando Silva, que acompanha no Rio de Janeiro os últimos dias dos Jogos Pan-Americanos. Na avaliação dele, o programa é um importante instrumento para o desenvolvimento de atletas de alto nível no país. A delegação brasileira que disputou os jogos no Rio de Janeiro inclui 87 atletas bolsistas de um total de 659 classificados, ou seja, 13,2% do total.

Orlando Silva informou que o Ministério do Esporte está trabalhando para fazer com que o programa chegue a todos os atletas que não possuem patrocínio e que estão aptos a receberem benefício. "O nosso desafio é aumentar o programa Bolsa Atleta. Nossa expectativa é de 2007 para 2008 dobrar o orçamento, de modo que 100% dos atletas aptos recebam. Porque hoje pouco mais da metade dos atletas aptos para receber o programa não participam, em função de um constrangimento orçamentário, que não é suficiente para atender a todo mundo", disse.

Os atletas aptos são aqueles que estão dentro dos critérios estabelecidos pelo Ministério para serem contemplados pelo benefício, entre eles, não ser patrocinado, ter ficado entre os três primeiros colocados em competições nacionais e internacionais de alto nível e ter integrado delegações brasileiras em eventos esportivos mundiais e continentais.

A delegação brasileira que disputa os Jogos Pan-Americanos conta com 87 atletas inscritos no programa do Ministério do Esporte dentre os 659 classificados, ou seja, 13,2% do total. A maior parte dos competidores que recebem o benefício é de esportes com pouco patrocínio, como a canoagem por exemplo. Mas os atletas com bolsas estão presentes em 31 das 44 modalidades da competição, ou seja, 70,5%.



 

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