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30 de Julho de 2007 - 07h18 - Última modificação em 30 de Julho de 2007 - 07h18


Força Nacional que atuou nos jogos tem treinamento sobre necessidade do uso da força

José Carlos Mattedi
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Wilson Dias/ABr
Rio de Janeiro - Agentes da Força Nacional de Segurança, que trabalharam nos Jogos Pan-Americanos, fazem demonstração de técnicas de imobilização e de uso não-letal. Método pode ser usado para situação de violência sem a necessidade de armamento Rio de Janeiro - Agentes da Força Nacional de Segurança, que trabalharam nos Jogos Pan-Americanos, fazem demonstração de técnicas de imobilização e de uso não-letal. Método pode ser usado para situação de violência sem a necessidade de armamento
Rio de Janeiro - A Força Nacional de Segurança veio aos Jogos Pan-Americanos não só preparada para fazer uso de armas de fogo, em caso de necessidade, mas recebeu também treinamento especial de técnicas não letais (artes marciais, bastões e spray de pimenta) - a técnica é recomendada para uso em situações que envolvam risco à população. Em fevereiro, o comando da força destinou à tropa um curso específico, que durou quase três meses, para utilização nas praças esportivas cariocas. Nos 16 dias de competição, em apenas uma oportunidade os policiais fizeram uso de uma arma não letal – uso do spray durante tumulto em uma das bilheterias do Maracanã na abertura dos jogos, no dia 13.

“O Pan transcorreu dentro da normalidade. O spray no Maracanã foi usado em pequena escala. Mas em nenhum momento houve necessidade de uso das artes marciais para imobilizações ou contra-golpes em caso de agressão. Tivemos um público bastante comportado durante os jogos”, elogiou o capitão Joilson Amâncio, um dos instrutores de artes marciais da Força Nacional. Segundo ele, as técnicas não letais são utilizadas em grandes eventos que reúnem multidões, evitando-se o uso de armas de fogo nesses locais. “Estamos incrementando o uso dessa habilidade na tropa, e iniciamos com o Pan”, pontuou.

“Os golpes de artes marciais são “técnicas de mão livre” trazidas do caratê, taekwondo, judô e aikidô, dentre outras modalidades. Utiliza-se também um aparelho de madeira conhecido como tonfa, originário da Ásia, e o bastão retratio. A composição desses elementos permite ao policial não só imobilizar e conduzir o oponente, como também se defender de ataques com armas ou bastões de ferro e madeira, possibilitando o contra-golpe. “Usa-se a força do adversário contra ele mesmo”, explica o capitão. “O legado que a FNS deixa não é só de equipamentos, mas também de capacitação da tropa no uso de técnicas não letais, que serão levadas pelos policiais aos seus estados de origem”.

De acordo com o sargento Roosevelt Correntes da Silva, a diferença entre o policial preparado, que passou pelo treinamento de técnicas não letais, e um outro que faz apenas uso do armamento, percebe-se na hora em que há necessidade de uso da força. “Se o policial conhece um pouco de defesa pessoal, vai ter muito mais facilidade de dominar o meliante. Caso contrário, terá que partir para a força bruta, que pode ser perigoso”, destacou.

Centenas de policiais da Força Nacional participaram dos Jogos Pan-Americanos (o comando não divulgou o número preciso “por questões de segurança”). Começaram a chegar ao Rio de Janeiro no início do ano, primeiramente para atuar nas divisas do estado, depois foram ocupando espaços em alguns pontos da capital carioca.



 


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