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29 de Julho de 2007 - 18h37 - Última modificação em 29 de Julho de 2007 - 18h37


Prédio da TAM foi "peneirado" para buscar últimos indícios, explica coronel

Elaine Patrícia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O prédio da TAM Express, que foi danificado após a colisão do Airbus A320 no dia 17 de julho, passou por uma varredura final antes de as equipes de busca e os peritos criminais darem por encerrado o trabalho. Segundo o comandante da Defesa Civil do município de São Paulo, coronel Jair Paca de Lima, o terminal de cargas foi "pesquisado, revirado, revistado e peneirado" para que não houvesse chance de ficar para atrás algum fragmento de corpo das vítimas.

Na última quinta-feira (26) à noite, após nove dias de busca nos escombros do acidente com o Airbus da TAM, o Corpo de Bombeiros anunciou o fim das buscas. Depois disso, uma equipe ainda permaneceu no local por conta do risco de desabamento e o último trabalho dos peritos criminais, com equipamentos especiais, foi encerrado. Segundo o coronel da Defesa Civil, a demolição do prédio não vai prejudicar os trabalhos de buscas de corpos.

“Os órgãos encarregados já fizeram toda a pesquisa. Nós entramos lá, agora há pouco [no início da tarde de domingo] e verificamos que foi tudo pesquisado, revirado, revistado, peneirado. Acreditamos que é impossível naquele espaço ali existir ainda alguma coisa que possa identificar alguma vítima”, acrescentou.

O terminal de cargas da TAM será liberado para a empresa para que possa ser realizada a demolição do edifício. A companhia precisa de documentos de liberação das polícias civil e militar e da prefeitura de São Paulo. Só depois disso, a demolição pode ser realizada. Segundo o coronel, já está tudo preparado para a implosão.

“O trabalho de demolição já está previamente planejado. Já fizemos um planejamento com a empresa que fará a demolição sobre a área que poderia ser atingida, a população que tem que ser avisada, o trânsito, o aeroporto. Todo esse trabalho já está planejado”, explicou.



 


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