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Rio de Janeiro - O ministro da Defesa,
Nelson Jobim, disse hoje (2) que o governo pretende ampliar os
investimentos em aviação regional para combater o duopólio exercido atualmente
pelas empresas TAM e Gol. Duopólio é o termo usado quando o monopólio de um setor da economia é exercido por duas empresas. “Hoje não há regra legal
sobre abusividade de tarifas”, criticou Jobim, durante seminário
sobre o setor aéreo brasileiro, realizado no Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
No evento, o ministro afirmou que não irá ceder às pressões
de companhias aéreas contrárias à retirada
de conexões e escalas do Aeroporto de Congonhas, em São
Paulo. Jobim ainda apresentou o plano
de redistribuição das conexões e afirmou que só
aceitará “renegociar a malha aérea com a premissa de
segurança".
De acordo com o ministro, o governo
estuda a criação de uma secretaria específica
para cuidar do setor da aviação civil no país.
"Vamos trabalhar para termos um desenho de uma
secretaria-executiva na versão civil que funcionará
como secretária-executiva do próprio Conselho Nacional
de Aviação Civil.”
Na segunda-feira, o ministro Jobim já havia afirmado que avalia a possibilidade de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) facilitar o financiamento de aviões de pequeno porte. Com a redução da capacidade do Aeroporto de Congonhas, que só poderá operar vôos diretos com duração máxima de duas horas, o ministério considera a necessidade de aviões menores na frota comercial.
"Vou conversar com o ministro Miguel Jorge [do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior] e com o Luciano Coutinho [presidente do BNDES] na próxima semana”, anunciou o ministro da Defesa.
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