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4 de Agosto de 2007 - 16h42 - Última modificação em 4 de Agosto de 2007 - 16h42


Conselhos tutelares e promotoria pedem centros hospitalares para os dependentes químicos

José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil

 
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José Cruz/ABr
Brasília - A promotora de Justiça  Luslie Marques de Carvalho, durante o Encontro Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude Brasília - A promotora de Justiça Luslie Marques de Carvalho, durante o Encontro Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude
Brasília - A Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude e os Conselhos tutelares reclamam a falta de um centro hospitalar de tratamento para os que vivem em função de drogas, voltado para crianças e adolescentes.

Segundo a promotora de justiça Leslie Marques de Carvalho, é grande o número de jovens com problemas de dependência química e o poder público no Distrito Federal não tem tido a preocupação de solucionar essa carência.

"Não sei precisar quantos jovens deixam ser atendidos por falta desse espaço. Mas posso dizer que, de cada dez adolescentes que atendemos, oito são por envolvimento com drogas. E a maioria só entra no tráfico por necessidade de consumir a droga”, afirmou.

A promotora lembrou que quando o Conselho Tutelar encaminha o adolescente, é feita uma requisição do serviço ao sistema de saúde para um tratamento ambulatorial ou hospitalar.

"Mas nem todos os estados ou cidades têm esse serviço", lamentou. No Distrito Federal, informou, “a Promotoria já tem uma ação judicial proposta e com sentença proferida favorável, visando que o poder público ofereça esse tipo de serviço, mas nós não podemos esperar – temos crianças e adolescentes que precisam desse serviço".

O Conselho Tutelar da cidade satélite de Santa Maria, por exemplo, considera "assustador e grave" o crescimento do número de crianças e adolescentes envolvidos com o tráfico e o consumo de drogas na região. Para o conselheiro Paulo Márcio de Aquino Mendes, que atua na cidade há sete anos, “o arregimentamento desses jovens tem levado a perdas de vida, com o aumento do índice de mortes por armas de fogo na nossa região, que é altíssimo"

Por mês, o Conselho Tutelar de Santa Maria faz, em média, 90 atendimentos. Além do problema com as drogas, há ainda casos de abandono, abuso sexual e violência contra menores. “Temos uma situação de absoluta pobreza, e não há uma assistência efetiva do estado. Não temos na rede pública de saúde um tratamento para adolescentes usuários de drogas”, lamentou.

Mendes disse ainda já ter sofrido ameaças dos traficantes da região e informou que essas ameaças "normalmente são encaminhadas à polícia".


 


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