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Manaus - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que quer construir uma estratégia nacional de defesa.
Segundo ele, a defesa nacional deve estar alinhada ao
desenvolvimento e, nesse sentido, a região amazônica precisa
ser inserida na agenda nacional.
O ministro passou o fim de semana no Amazonas, onde conheceu a estrutura do Comando Militar da região, em Manaus, e acompanhou simulações de guerra das
Forças Armadas em Coari.
"Precisamos colocar a Amazônia dentro da agenda nacional não só no
aspecto ambiental, mas também no aspecto de defesa, ou seja, de uma
política nacional de defesa. Temos que formular uma estratégia que faça com que a defesa nacional se insira no do processo de desenvolvimento e que não seja uma
questão exclusivamente militar, mas uma agenda da população
brasileira", disse Jobim.
Para isso, segundo ele, é preciso primeiramente formular um plano e depois
pensar nos recursos necessários. "Definidos os objetivos, vamos tratar
dos meios".
Nelson Jobim está no Amazonas desde a última sexta-feira e volta
hoje (5) a Brasília. Nesses três dias, ele
acompanhou parte das atividades conjuntas das Forças Armadas, que estão
sendo realizadas durante a Operação Solimões. Para o ministro, a
iniciativa do Exército, Marinha e Aeronáutica é positiva e está marcada
por um processo de integração. "Dentro das possibilidades e limitações orçamentárias de que
dispomos, a operação foi muito boa porque inicia um processo importante
de integração das três forças. A Amazônia tem uma característica muito
específica em que a logística na região depende muito da Aeronáutica,
como também, parcialmente, da Marinha. Agora, para o Exército se
deslocar depende da Aeronáutica e por isso temos que trabalhar
integralmente nesse ponto".
O ministro informou que já solicitou um documento sobre
a região amazônica e a situação dos meios disponíveis no setor militar
para formular uma estratégia nacional de defesa. "Eu solicitei um levantamento completo da situação das questões na
Amazônia, ou seja, uma radiografia efetiva da região para examinar
também os meios existentes nas estruturas militares".
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