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Brasília - O projeto de regulamentação das fundações estatais é uma
aposta do governo para melhorar a gestão do Sistema Único de Saúde. O tema é
discutido até hoje (7) em um seminário, em Brasília, organizado pelo Conselho
Nacional de Saúde (CNS). Atualmente, a proposta tramita no Congresso Nacional e
busca regulamentar a "fundação estatal", uma figura jurídica prevista
na Constituição de 1988. Com esse projeto, hospitais, por exemplo, poderão
adotar um movo modelo de organização administrativa, entre elas a contratação
de profissionais por CLT e não mais com a estabilidade de servidores públicos.
Segundo o secretário de Gestão Estratégia e Participativa do Ministério da Saúde,
Antônio Alves de Souza, que compareceu ontem ao seminário representando o
ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que a perspectiva do governo ao
propor a criação do sistema de fundação estatal é criar a possibilidade de se
ter um regime de contratação diferenciado, um novo tipo de repasse de recursos,
que são os contratos de gestão, entre outras modificações que poderão agilizar
e romper alguns obstáculos presentes no SUS. "É um modelo que vai ser experimentado,
porque ainda não tem nenhuma experiência concreta", disse.
Hoje (7), vão ser apresentadas as experiências atuais de gestão em estados
brasileiros como o Rio Grande do Sul e São Paulo, que possuem modelos de
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e Organizações
Sociais (OS), por exemplo. Entre as experiências que serão mostradas estão os
consórcios intermunicipais (Paraná), o Grupo Hospitalar Conceição (Rio Grande
do Sul), a Fundação Ary Frauzino e o Instituto Nacional do Câncer (Rio de Janeiro).
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