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7 de Agosto de 2007 - 13h45 - Última modificação em 7 de Agosto de 2007 - 13h45


Saiba qual é o futuro das instalações esportivas construídas para os jogos

Ana Luiza Zenker
Da Agência Brasil

 
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Brasília - A maioria dos equipamentos esportivos construídos para os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, que custaram cerca de R$ 1,6 bilhão em recursos públicos, ainda tem seu uso social indefinido. De 17 instalações construídas, cinco são temporárias e os investimentos foram feitos especificamente para o período da competição. Das 12 que são permanentes, em três a relização de projetos sociais dependem de acordos com confederações esportivas.

Confira a seguir a lista preparada pela Agência Brasil sobre o futuro dos equipamentos esportivos:

Instalação Responsável pelo investimentoInvestido emFuturo
1. Clube MarapendiPrefeitura do RioInstalações temporáriasAs instalações serão retiradas e o clube funcionará normalmente
2. Morro do OuteiroPrefeitura do RioInstalações temporáriasAs instalações serão retiradas
3. Complexo RiocentroPrefeitura do RioInstalações temporáriasAs instalações vão ser retiradas e o centro de convenções continuará funcionando normalmente
4. Parque do FlamengoPrefeitura do RioInstalações temporáriasAs instalações vão ser retiradas
5. Cidade do Rock (local privado)Prefeitura do RioInstalações temporáriasAs instalações vão ser retiradas
6. Cidade dos Esportes – Arena OlímpicaPrefeitura do Rio (R$125,9 milhões)ConstruçãoDeveria te sido licitada no dia 31/07, para exploração comercial com prazo de 40 anos, mas não recebeu propostas. Vai ser administrada pela prefeitura do Rio, com finalidade de abrigar projetos de inclusão social por meio do esporte, de acordo com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Vai sediar o campeonato mundial de judô, em setembro
7. Cidade dos Esportes – Parque Aquático Municipal Maria LenkPrefeitura do Rio
(R$ 24,9 milhões)
Governo federal
(R$ 60 milhões)
ConstruçãoSerá administrado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) do Rio de Janeiro. Uma parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos está sendo discutida, o acordo de gestão conjunta ainda não está firmado formalmente. Poderá servir como centro de treinamento e sede de competições. Em outubro vai sediar o campeonato mundial de nado sincronizado. O detalhamento das atividades desenvolvidas só será feito depois que o acordo for de fato firmado. De acordo com a SMEL, se espera que seja seguida a política da prefeitura para o esporte, ou seja, que no local sejam desenvolvidos projetos de esporte ligado à educação, à cidadania e à inclusão social, sem deixar de lado o treinamento de atletas de alto rendimento
8. Cidade dos Esportes – VelódromoPrefeitura do Rio (R$9,886 milhões)
Governo federal (R$2,117 milhões)
ConstruçãoTambém ficará sob administração da SMEL, e uma parceria com a Confederação Brasileira de Ciclismo está sendo discutida. Poderá servir como centro de treinamento, também para atletas de outros estados, local para descoberta de talentos e também para eventos esportivos. Está na mesma situação do Parque Maria Lenk, tanto em relação à parceria como ao detalhamento dos projetos que serão desenvolvidos.
9. Centro Esportivo Miécimo da SilvaPrefeitura do Rio
(R$ 2,46 milhões)
ReformaÉ uma das nove vilas olímpicas do Rio de Janeiro e pólo esportivo da Zona Oeste da cidade. Continuará sob administração municipal, como centro de treinamento e também local para o desenvolvimento de projetos de inclusão social pelo esporte, bem como de descoberta de novos talentos no esporte
10. Estádio Olímpico Municipal João Havelange (Engenhão)Prefeitura do Rio
(R$ 380 milhões)
ConstruçãoFoi licitado para exploração comercial. O leilão foi vencido pela Companhia Botafogo, que pagará R$ 36 mil por mês, durante os 20 anos de concessão. A companhia será responsável pela manutenção do estádio. Existe a possibilidade de dois clubes cariocas – Botafogo e Flamengo – dividirem o uso do estádio.
11. Complexo do Maracanã (Estádio Mário Filho, Ginásio Gilberto Cardoso, Centro Aquático Júlio Delamare, Estádio de Atletismo Célio de Barros)Governo do Estado do Rio de Janeiro
(R$ 305 milhões – R$ 130 milhões foram repassados pelo governo federal)
ReformaDe acordo com a assessoria da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer (Sete), os equipamentos em que o governo investiu são administrados pela Suderj e utilizados da mesma forma que já vinham sendo empregados. Após o Pan, parte destas instalações ficarão à disposição da comunidade e de atletas que as utilizarão para treinos e competições. Além de cursos de ginástica, atletismo, vôlei e outras modalidades, os equipamentos poderão abrigar as Olimpíadas Estudantis.
12. Estádio de Remo da LagoaGoverno do Estado do Rio de Janeiro
(R$13,2 milhões)
ReformaUma pequena área do Estádio de Remo já foi negociada pelo governo com a iniciativa privada. O governo concedeu à empresa Glen Entertainment Comércio Representações e Participações uma permissão para construção e exploração comercial de uma área de lazer, com cinema e praça de alimentação, sob as arquibancadas. O estádio como um todo continuará sob administração da Confederação Brasileira de Remo, sediada no local.
13. Complexo Esportivo de DeodoroGoverno Federal (R$119,8 milhões)ReformaAs instalações permanecem sob administração do Exército e poderão ser usadas para sediar competições futuras, como os Jogos Mundiais Militares de 2011, que serão realizados nas mesmas estruturas montadas para o Pan. De acordo com a Secretaria-Executiva do Comitê de Gestão do Pan 2007, do Ministério do Esporte (Sepan), o governo brasileiro tem por diretriz tornar o local um centro de treinamento para atletas nacionais de alto rendimento naquelas modalidades e implantar núcleos de esporte de base para a iniciação esportiva de crianças e jovens da região em situação de risco social e para integrar a população local em torno dos valores do esporte.
14. Vila Pan-AmericanaGoverno Federal (R$331,3 milhões – financiamento pela Caixa Econômica, direito de uso dos imóveis, infra-estrutura no entorno da Vila, serviços de hotelaria, governança e lavanderia e restaurantes para os atletas)ConstruçãoÉ um empreendimento imobiliário particular, construído pela empresa Agenco. Todos os apartamentos já foram vendidos.


 

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