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8 de Agosto de 2007 - 16h51 -
Última modificação
em 8 de Agosto de 2007 - 17h05
Empresas terão de adequar espaço para passageiros, determina ministro
Juliana Andrade e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil
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Roosewelt Pinheiro/ABr
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Brasília - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, depõe na CPI da Crise Aérea do Senado
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Brasília - Uma determinação do Ministério da Defesa deve reestruturar o número de poltronas nas aeronaves brasileiras para ampliar o espaço para cada passageiro. Com isso, o número de pessoas transportadas pode ser reduzido, pois aumentaria a distância entre as poltronas. A medida foi solicitada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pelo ministro Nelson Jobim.
"Já determinei à Anac a recomposição desse 'espaço vital' [termo técnico da distância entre as poltronas] de forma que se respeite o usuário e não o interesse exclusivo da empresa", disse o ministro em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo no Senado Federal.
O ministro apresentou dados para mostrar a estratégia das empresas aéreas. Segundo ele, em 2003 foram 221 mil pousos e decolagens. Já em 2006 o número subiu para 231 mil. "Os vôos foram inferiores ao crescimento da demanda, o que significa que as empresas aéreas passaram a usar aviões maiores 'comprimidamente'. Eu, por exemplo, tenho 1,90 metro e tenho extraordinária dificuldade de sentar hoje nos vôos de qualquer uma das empresas", disse.
As empresas reduziram até a espessura do encosto dos assentos, de acordo com Jobim, para suportar a redução drástica que fizeram no chamado espaço vital. O tamanho ideal para a distância entre as poltronas deveria ser condizente com o tamanho médio do brasileiro, "que está crescendo muito", avaliou o ministro.
O Ministério da Defesa confirma que tem um estudo técnico sobre o assunto para embasar a decisão de reestruturar o espaço dos aviões comerciais.
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