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9 de Agosto de 2007 - 18h54 - Última modificação em 9 de Agosto de 2007 - 19h41


Brasil é paraíso para fugitivos internacionais, diz especialista em crime organizado

Ana Luiza Zenker
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Criminosos do mundo inteiro vêm ao Brasil pela fama internacional que o país tem de ser um lugar onde eles têm pouca chance de ser presos e ter uma série de facilidades para lavagem de dinheiro, opina o especialista em crime organizado Walter Maierovitch. Na última terça-feira (7) a Polícia Federal prendeu um dos criminosos mais procurados em todo o mundo, o colombiano Juan Carlos Abadia. Ele trabalhava no Brasil para o cartel do Vale do Norte.

“Todo o crime organizado sabe que o Brasil, além de paraíso seguro para fuga, também é uma praça muito atraente para lavagem e reciclagem do dinheiro lavado em atividades formalmente lícitas, pela absoluta ineficiência dos órgãos de repressão à lavagem de dinheiro”, afirmou Maierovitch, em entrevista ao programa Amazônia Brasileira, da Rádio Nacional da Amazônia. A lavagem de dinheiro é a operação em que dinheiro oriundo da venda ilegal de armas, drogas, caixa 2 e outros crimes se torna legítimo.

Além da facilidade em legalizar dinheiro de atividades criminosas, Maierovitch acredita que outro fator também traz produtores e traficantes de drogas para o Brasil: a indústria química do país. De acordo com o pesquisador, não existe esse tipo de indústria na região dos Andes, onde está a Colômbia. “Não haveria cocaína sem que houvesse os insumos químicos, e o Brasil não tem nenhum mecanismo de fiscalizar pra evitar a distribuição dos insumos químicos destinados ao refino”, disse.

Ele afirma que é com produtos químicos comprados no Brasil que os traficantes conseguem transformar a folha de coca em pasta e, depois, cocaína. Segundo Walter Maierovitch, mesmo sem os produtos químicos necessários, a Colômbia fornece 80% da cocaína que circula no mundo. O Cartel Vale do Norte, de acordo com ele, além da cocaína, também fornece heroína para muitos países.

Matéria alterada para correção de informação (a data em que Abadia foi preso).

 


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