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Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão do pagamento restante de convênios e contratos firmados para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro entre o Ministério do Esporte,
governo estadual e a empresa Fast Engenharia e
Montagens S/A.
Após receber o relatório do TCU, o secretário-executivo do Comitê de Gestão
Federal para o Jogos, Ricardo Leyser, também determinou a suspensão dos pagamentos até a total
apuração dos fatos, .
Auditoria realizada pelo tribunal durante os jogos apontou que mais de R$ 55,4 milhões foram destinados à
empresa contratada para o fornecimento e montagem de estruturas
provisórias, como assentos plásticos, ar-condicionado,
banheiros químicos, cercas metálicas e tendas, entre outros. Também foram destinados ao estado, por meio de convênio, R$
21,4 milhões da União. O governo estadual contratou empresas com as quais já possuía
contratos de publicidade.
De acordo com o relatório do TCU, apresentado na sessão plenária de ontem (8), uma equipe de fiscalização constatou que o valor dos itens que deixaram de ser
fornecidos chega a R$ 7,1 milhões – montante
superior aos R$ 5,5 milhões que a empresa ainda tem a receber.
O relator
do processo, ministro Marcos Vinicios Vilaça, apontou também diferenças no convênio firmado pelo Ministério do Esporte com o estado do Rio de Janeiro, mas que ainda não foram traduzidas em
valores pela equipe de auditoria. Ele explicou que por isso "a
relação de itens não fornecidos e o débito
já calculado não podem ser considerados definitivos”.
Entre as
irregularidades constatadas está a falta de aparelhos de ar-condicionado: deveriam ter sido instalados 344 no Complexo Esportivo de Deodoro, que ficou com apenas 164; e outros 1.033 na Vila Pan-Americana, onde foram instalados 789. A equipe de fiscalização encontrou 389 aparelhos ainda embalados no subsolo de dois blocos da Vila.
A fiscalização também constatou que não foram fornecidos 7.013 dos 19.347 assentos plásticos destinados ao Complexo e à arena na Praia de Copacabana.
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