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Brasília - Desde que Lagoa dos Campinhos foi reconhecida pela
Fundação Palmares, em 2004, os quilombolas pedem uma “ação mais efetiva do governo”, diz a representante comunitária Tereza Cristina Matins.
A comunidade, remanescente do quilombo Pontal dos
Crioulos, fica no município sergipano de Amparo do São Francisco. Cerca de 150 famílias vivem no local.
Segundo Cristina, desde que o reconhecimento foi feito, vários
fazendeiros da região estão insatisfeitos com a presença dos
quilombolas. “A comunidade está sendo cercada por
pistoleiros, e uma ação mais efetiva por parte do poder
público não foi realizada para evitar os conflitos”.
Ela diz que há registros na Polícia Federal (PF) sobre os
ataques dos fazendeiros à
comunidade. “Queremos que o governo federal faça uma intervenção
para coibir essa ação dos fazendeiros na comunidade. Estamos nos sentindo muito ameaçados com tudo
isso”.
De acordo com Tereza Cristina, a comunidade quer que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra) tenha mais agilidade no processo de titulação
de terras.
O instituto afirma que o estudo sobre o
reconhecimento territorial da comunidade foi concluído em
julho deste ano, mas só daqui a aproximadamente 90 dias ocorrerá uma audiência pública para discutir o assunto.
O
superintendente do Incra em Sergipe, Carlos Fontinele, disse
que a greve dos funcionários atrasou boa parte dos trabalhos do órgão.
Matéria alterada para correção de informação (o nome do município).
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