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12 de Agosto de 2007 - 12h31 - Última modificação em 14 de Agosto de 2007 - 16h01


Comunidade cobra “ação mais efetiva” do governo, diz líder quilombola

Bárbara Lobato
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Desde que Lagoa dos Campinhos foi reconhecida pela Fundação Palmares, em 2004, os quilombolas pedem uma “ação  mais efetiva do governo”, diz a representante comunitária Tereza Cristina Matins.

A comunidade, remanescente do quilombo Pontal dos Crioulos, fica no município sergipano de Amparo do São Francisco. Cerca de 150 famílias vivem no local.

Segundo Cristina, desde que o reconhecimento foi feito, vários fazendeiros da região estão insatisfeitos com a presença dos quilombolas. “A comunidade está sendo cercada por pistoleiros, e uma ação mais efetiva por parte do poder público não foi realizada para evitar os conflitos”.

Ela diz que há registros na Polícia Federal (PF) sobre os ataques dos fazendeiros à comunidade. “Queremos que o governo federal faça uma intervenção para coibir essa ação dos fazendeiros na comunidade. Estamos nos sentindo muito ameaçados com tudo isso”.

De acordo com Tereza Cristina, a comunidade quer que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tenha mais agilidade no processo de titulação de terras.

O instituto afirma que o estudo sobre o reconhecimento territorial da comunidade foi concluído em julho deste ano, mas só daqui a aproximadamente 90 dias ocorrerá uma audiência pública para discutir o assunto.

O superintendente do Incra em Sergipe, Carlos Fontinele, disse que a greve dos funcionários atrasou boa parte dos trabalhos do órgão.

Matéria alterada para correção de informação (o nome do município).

 


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