Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
12 de Agosto de 2007 - 14h21 - Última modificação em 12 de Agosto de 2007 - 14h21


Filho de chefe kuikuro projeta vida entre a aldeia e a cidade

Pedro Biondi
Enviado especial*

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Pedro Biondi/ABr
Aldeia Ipatse (Parque Indígena do Xingu) - Integrantes do Coletivo Kuikuro de Cinema Aldeia Ipatse (Parque Indígena do Xingu) - Integrantes do Coletivo Kuikuro de Cinema
Aldeia Ipatse (Parque Indígena do Xingu) - O jovem Maricá Kuikuro, 25 anos, é um dos filhos do chefe Tabata, um dos três principais líderes da maior aldeia desse povo. Ele diz que pretende, no futuro, assumir essa função, e alternar a vida ali e na cidade.

Maricá integra o Coletivo Kuikuro de Cinema, que registra cantos, danças e narrativas da etnia e, paralelamente, desenvolve um trabalho autoral. Ele é um dos dois diretores das produções do grupo exibidas na aldeia em 22 de julho.

Como muitos jovens da aldeia, ele usa roupas em parte do tempo e fala português. Como vários deles, tem e-mail. Como alguns, namora uma moça de fora. Como alguns poucos, anda de moto. Como poucos, já esteve em várias capitais estaduais. Como pouquíssimos, está em preparação para responsabilidades de chefia, status tradicionalmente hereditário.

“Automaticamente a gente já vem como chefe”, comenta. “Mesmo que eu não quisesse seria assim.” Ele diz que, por ora, a principal atribuição que tem nesse sentido é cuidar da organização dos jovens.

O pai, Tabata, é, hoje, o representante da comunidade para assuntos externos – uma espécie de chefe de Estado – e vive parte do tempo em Canarana (MT), parte na terra natal. Maricá desenha algo semelhante para o futuro. “Hoje já viajo muito para divulgar nossas produções, vou a festivais de vídeo...”, conta.

O modo de vida da família teve a ver com as tradições kuikuro – na verdade, buscou contorná-las. Pelas crenças dessa etnia, a presença de Jimi e Siron, hoje com 2 anos, causaria problemas. “O nascimento de gêmeos trazia maldade ao mundo”, explica o irmão Maricá. Para evitar isso, o procedimento usual seria o sacrifício.

Segundo o jovem, a casa em Canarana também tem a ver com a possibilidade de estar “perto de tudo”, como pronto-socorro. “Em uma semana aqui, eles pegaram uma diarréia”, relata, enquanto, do colo da mãe, dois pares de olhinhos curiosos se pregam no visitante perguntador.


*O repórter viajou a convite da TV Cultura.
 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

  •   VÍDEO

    Xingu - A Terra Mágica

    Trecho do documentário Xingu - A Terra Mágica, de 1984, do diretor Washington Novaes. Série será reexibida nos próximos domingos por uma rede de televisões públicas

    Xingu - A Terra Ameaçada

    Trecho do novo documentário Xingu - A Terra Ameaçada, do diretor Washington Novaes, revisitou a realidade dos índios que tinha retratado em 1984

    VÍDEO DE BOLSO: ALDEIA IPATSE

    Índios kuikuro se apresentam no fim de semana em que a comunidade inaugurou seu centro de documentação e teve sessão de lançamento de produções audiovisuais

 

O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina