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Brasília - A diretora da Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac), Denise Abreu, negou hoje (12), por meio de nota, que tenha pressionado companhias aéreas a reagirem contra decisão do governo de reduzir o tráfego no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde ocorreu o acidente com avião da TAM, no dia 17 de julho. As informações sobre a suposta ação da diretora foram publicadas em matéria do jornal o Estado de São Paulo de hoje.
Na nota, a diretora
afirma que é “totalmente falsa e infundada a afirmação
de que tenha havido incitação
às empresas aéreas para que desobedecessem ou se
rebelassem contra as diretrizes do governo”.
Segundo a nota, em
reunião no último dia 26, entre representantes das
empresas aéreas e a diretora, coube à Denise Abreu
informar que as diretrizes do Conselho Nacional de Aviação
Civil (Conac) teriam que ser seguidas pela Anac.
De acordo com a
assessoria, também foi informado que divergências com
as decisões do Conac deverião ser expostas ao próprio
órgão, ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, ou ao Poder
Judiciário.
“A leitura atenta da
reportagem do Estado mostra que, retirado o forçado
direcionamento contido no texto e no título, os fatos
ocorreram exatamente como narrados”, diz a nota divulgada pela assessoria de imprensa da diretora da Anac.
O documento também faz criticas ao jornal: “As pessoas de bom senso já devem estar
perplexas como a imprensa, numa mesma semana, pode ser tão
contraditória. Uma hora Denise Abreu é tão importante
para o Governo Federal que as autoridades se preocupariam em
blindá-la." Leia abaixo a íntegra da nota Com relação à reportagem Diretora da ANAC pressionou contra ordem
do governo, publicada em manchete pelo jornal O Estado
de S. Paulo deste domingo, 12, temos a esclarecer, com
relação aos acontecimentos envolvendo Denise Abreu,
diretora da ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil: 1. É totalmente falsa e infundada a
afirmação de que tenha havido incitação às empresas
aéreas para que desobedecessem ou se rebelassem contra
as diretrizes do governo. 2. Na reunião ocorrida dia 26
de julho, na sede do DECEA (Departamento de Controle do
Espaço Aéreo), diante das ponderações sobre interpretações do texto da Resolução nº. 006 do CONAC (Conselho
Nacional de Aviação Civil), feitas por representantes das
empresas aéreas que compareceram à reunião, coube à
diretora Denise Abreu informar que as diretrizes
emanadas pelo CONAC terão de ser seguidas pela ANAC e
que qualquer divergência com as decisões do CONAC deveriam ser expostas ao próprio CONAC ou ao Ministro da Defesa, Nelson
Jobim. Ou, ainda, finalmente, ao Poder Judiciário, foro
apropriado para a resolução de divergências jurídicas
que foram apontadas na ocasião pelo advogado do SNEA,
Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, Geraldo Vieira. 3. Conforme informado e ressaltado à
reportagem do jornal, e ignorado na publicação, vários
presentes, se consultados, podem confirmar os fatos aqui
narrados, e oficialmente. Estiveram presentes à reunião, entre outros, o Brigadeiro J. Roberto, do DECEA, o presidente do
SNEA, José Márcio Mollo, e os diretores da ANAC Josef
Barat e Coronel Jorge Veloso. 4.
A leitura atenta da reportagem do Estado mostra que, retirado o forçado direcionamento contido no texto e no título, os fatos
ocorreram exatamente como narrados acima. 5. As pessoas de bom senso já devem estar perplexas como a
imprensa, numa mesma semana, pode ser tão contraditória.
Uma hora Denise Abreu é tão importante para o Governo
Federal que as autoridades se preocupariam em blindá-la.
Dias depois, a mesma imprensa diz que Denise Abreu faz
oposição ao Governo! Isso apenas evidencia que há uma deliberada tentativa, por motivos ainda velados, de buscar criar
um cenário de desestabilização e dificuldades. Será em
vão. 6. É um absurdo imaginar que uma servidora pública
exemplar como Denise Abreu possa rebelar-se dessa forma
contra diretrizes superiores. Sua competência de dezenas
de anos na gestão pública, em diversos governos, de
diferentes partidos, a credencia para a atividade que
exerce e sobre a qual está pronta a prestar todos os esclarecimentos necessários.
São Paulo, 12 de
agosto de 2007 BRICKMANN&ASSOCIADOS B&A
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