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Rio de Janeiro - Os jovens que integram o programa Guias Cívicos, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, que atualmente trabalham nos Jogos Parapan-Americanos, e já atuaram no Pan-Americano, não ficarão sem atividades após os jogos. O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, anunciou hoje (14) que todos serão aproveitados nos projetos que fazem parte do Programa Nacional de Segura Pública com Cidadania (Pronasci).
De acordo com Corrêa, os mais de 10 mil jovens, de várias comunidades do Rio de Janeiro, recrutados pelo programa Guias Cívicos, já estão previamente cadastrados nos projetos que serão desenvolvidos no âmbito do Pronasci.
"O Pronasci busca exatamente identificar esses jovens. E nós já estamos com boa parte desses jovens, em comunidades do Rio, identificados e localizados. Depois eles serão distribuídos em diferentes programas sociais das três esferas de governo [federal, estadual e municipal]", disse.
Luiz Fernando Corrêa disse que em função do programa Guias Cívicos os jovens já estão um passo à frente em relação aos jovens de outras regiões do país, porque eles "já nascem com a cara do Pronasci".
E durante a solenidade de entrega do Certificado Especial Fome Zero – Legado Social dos 15º Jogos Pan-Americanos e 3º Jogos Parapan-Americanos, na sede da ONG Ação Cidadania, a mãe de um dos jovens que trabalham como Guias Cívicos Cláudia de Almeida Silva, moradora da Cidade Deus, comunidade da zona oeste da cidade, foi ao microfone e fez um apelo para que o programa tenha continuidade.
Cláudia citou o exemplo do filho Herbert de Almeida Filho, que encontrou no programa a chance de desenvolver uma atividade profissional. "Quero ver meu filho seguir pra frente, ser um repórter, ser um Betinho [Herbert de Souza, fundador da Ação Cidadania]. Esse programa tem que continuar, porque vocês plantaram uma sementinha, mas tem que regar. Tem que botar adubo para essa sementinha crescer e dar fruto. Muitos deles [guias cívicos], como o meu filho, que vai ser pai agora, não têm trabalho. Um adolescente que mora na favela não tem trabalho", disse.
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