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Rio de Janeiro - Dos 239 atletas que compõem a
delegação brasileira nos Jogos Parapan-Americanos, 69 são mulheres (28,8% do total). Nos Jogos Pan-Americanos, esse percentual chegou aos 42,7%.
De acordo com o chefe da Missão Brasileira
no Parapan, Alberto Martins, a desinformação é o que
impede as mulheres com deficiência a praticarem esportes. Ele diz que a própria família, por
desconhecimento, tem receio de deixar as meninas saírem para esse tipo de
atividade.
Embora admita que a
participação feminina ainda não é expressiva, ele diz que o aumento do número de mulheres em
jogos e competições regionais deve ser comemorado. Isso se explica, segundo Martins,
à divulgação que está sendo feita sobre o esporte paraolímpico no Brasil.
“O desporto paraolímpico sofre da carência
de mulheres no mundo todo. Mas, nos últimos anos, temos desenvolvido bastante
as modalidades para que as mulheres possam participar. Acreditamos que esse
número tem aumentado bastante no Brasil”.
A atleta Roseane Santos, conhecida como
Rosinha, medalhista de bronze no arremesso de peso no Parapan, também acredita
que a ausência feminina no esporte se deve à falta de conhecimento.
“Muitas vezes, elas não sabem que existe o desporto paraolímpico. Mas
isso já está começando a acontecer. Eu acredito que, pelo fato de o Parapan ser
no Brasil, vai crescer muito o desporto paraolímpico”.
No Parapan, há apenas uma
modalidade coletiva para mulheres: a de basquete feminino. O esporte que, proporcionalmente, tem
menos brasileiras competindo nos jogos é o
halterofilismo. Dos 18 atletas, três
são mulheres.
No vôlei sentado, há apenas times
masculinos. Isso, segundo Martins, é porque não houve um
número suficiente de equipes dos países participantes para justificar a
inclusão do vôlei feminino na competição.
No futebol, tanto para cegos como
para quem tem paralisia cerebral, também há apenas times
masculinos.
*Colaborou Carolina Pimentel
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