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16 de Agosto de 2007 - 18h49 - Última modificação em 16 de Agosto de 2007 - 18h49


Modalidade paraolímpica mais recente no país ainda é pouco praticada por atletas brasileiros

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./ABr
Rio de Janeiro - Jogo de vôlei sentado em que o Brasil derrotou o Canadá, durante os Jogos Parapan-Americanos
Rio de Janeiro - Jogo de vôlei sentado em que o Brasil derrotou o Canadá, durante os Jogos Parapan-Americanos
Rio de Janeiro - A falta de informação e o fato de ser uma nova modalidade esportiva fazem com que a prática do voleibol sentado ainda seja pequena no país.

Hoje (16), a seleção brasileira de voleibol sentado venceu o Canadá por três sets a zero. A final, contra o time dos Estados Unidos, será disputada amanhã.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Voleibol Sentado, João Batista Carvalho e Silva, existem atualmente no Brasil cerca de 600 pessoas envolvidas no esporte. São 15 equipes masculinas e cinco femininas. “Ainda é muito pouco em comparação ao número de pessoas que têm deficiência no país”.

Para ele, isso é fruto da desinformação das pessoas sobre a modalidade e sobre a prática de esportes por pessoas com deficiência.

Apesar de existir desde a década de 50 e fazer parte de disputas paraolímpicas desde 1980, o voleibol sentado só começou a ser praticado pelos brasileiros há cinco anos.

Na avaliação de Silva, a demora ocorreu por causa de um preconceito. “Pensava-se que seria um retrocesso a prática de um esporte sentado por pessoas que já ficavam em pé, andando com auxílio de muletas”, disse, acrescentando que isso já foi superado. Hoje, de acordo com ele, é o esporte para pessoas com deficiência que mais cresce no país. 

Silva pondera que ainda faltam políticas públicas para desenvolver o esporte, bem como apoio financeiro, tanto de empresas públicas como privadas.

Para o técnico da seleção brasileira que está no Parapan, Amauri Ribeiro, à medida que o vôlei sentado for sendo mais conhecido, o esporte vai ganhar mais espaço.

“A gente tem batalhado para que ganhe visibilidade e que mais participantes venham a conhecer e praticar o voleibol paraolímpico. Com isso, vamos ter um crescimento e um desenvolvimento natural da modalidade”.

Segundo ele, a parceria com o governo federal, estadual e municipal é fundamental para que o esporte consiga ganhar espaço no país.

“A gente tem uma quantidade enorme de pessoas portadoras de deficiência e a maioria não sabe ainda que existe uma modalidade esportiva para elas”, disse Amauri, lembrando que o esporte é o caminho mais curto para a reintegração das pessoas à sociedade.

Ele conta que, quando começou sua carreira no voleibol, também teve dificuldades. “Não é de uma hora para outra que o esporte ganha visibilidade, eu vivi isso também no voleibol olímpico. Meu começo foi difícil e as coisas vêm com os resultados, com o trabalho sério e com muita determinação”.

Amauri foi jogador da seleção masculina de vôlei, medalhista de prata nas Olimpíadas de Los Angeles (EUA), em 1984, e de ouro, em Barcelona (Espanha), em 1992.

O jogador da seleção brasileira José Mauro Vilarinho também acha que o esporte deve ser mais divulgado no país. “Tem muita gente com deficiência com vontade de praticar o vôlei, e a gente está com espaço, precisando de mais atletas para jogar, ter mais torneios e clubes. Acho que o Parapan vai dar uma alavancada na modalidade”.

Vilarinho tem uma seqüela de paralisia infantil (poliomelite) na perna direita e jogava o vôlei tradicional. Depois, passou para o vôlei sentado, que joga desde 2002.

O vôlei sentado é disputado em uma quadra menor que a do vôlei convencional, com 10 metros por 6 metros. A rede também é mais baixa, tem 1,05 metro de altura.

Em relação às regras, são basicamente as mesmas do vôlei olímpico: cada equipe tem seis atletas, que disputam cinco sets de 25 pontos. Todos os jogadores devem permanecer sentados durante a partida.




 


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