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16 de Agosto de 2007 - 18h17 -
Última modificação
em 16 de Agosto de 2007 - 18h17
Com quase 100 medalhas, Brasil é líder paraolímpico nas Américas
Aécio Amado
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr./ABr
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Rio de Janeiro - O jogador Giba, dando saque no jogo de vôlei sentado em que o Brasil derrotou o Canadá, durante os Jogos Parapan-Americanos
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Rio de Janeiro - Os resultados obtidos até agora na terceira edição dos Jogos Parapan-Americanos colocam o Brasil na liderança do esporte paraolímpico nas Américas.
Em quatro dias de competição, os atletas brasileiros conquistaram 99 medalhas: 34 medalhas de ouro, 29 de prata e 36 de bronze. Além disso, quebraram sete recordes mundiais, cinco na natação e dois no atletismo. Ao todo, a competição reúne oito quebras de recordes mundiais.
Na avaliação do chefe da missão brasileira, Alberto Martins Costa, a quebra desses recordes faz do Parapan do Rio uma competição internacional de alto nível técnico, e um dos melhores da história.
Ele atribui o atual estágio do esporte paraolímpico no Brasil aos atletas que deixaram de praticá-lo apenas como atividade de reabilitação e lazer para adotá-lo como esporte de competição.
"A partir do momento em que os atletas encararam o esporte paraolímpico como um esporte de performance, começaram a se dedicar aos treinamentos, aos aspectos nutricionais, aos aspectos de avaliação física. Enfim, se dedicaram como atletas que realmente querem ser atletas de nível mundial".
Costa acrescentou a importâncias do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), que, segundo ele, soube oferecer aos atletas uma estrutura de trabalho que lhes desse condições de se desenvolverem.
"Na realidade o que falta ainda é uma consciência maior do empresariado no sentido de apoiar as ações do CPB na participação desses atletas em eventos internacionais, porque isso dar experiência a esses atletas", observou.
Para 2008, ano das Paraolimpíadas de Pequim (China), o Comitê Paraolímpico Brasileiro projeta colocar o Brasil entre as dez maiores potencias mundiais.
Para a projeção, Costa tomou por base o trabalho feito nas Paraolimpíadas de Sidney, na Austrália, em 2000, quando o país ficou na 24ª colocação para, quatro anos depois, na Grécia, pular para a 14ª posição.
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