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Rio de Janeiro - Um programa que permite a prática de esportes de aventura por pessoas com
deficiência vem sendo desenvolvido há cerca de dois anos, em São Paulo, pela organização não-governamental (ONG) Aventura
Especial.
A ONG adaptou equipamentos e criou até mesmo
sinais para que as pessoas pudessem compreender os comandos de atividades como rafting (descida de rios com
corredeira em um bote inflável), tirolesa (travessia de um ponto a outro preso
por uma corda), cavalgada e pára-quedismo.
“Para uma pessoa cega que vai fazer o rafting, dá-se um toque no braço
direito e ela rema para a frente. Dois toques, e ela rema para trás”, explica o
idealizador do projeto e presidente da ONG, Dadá Moreira, que tem ataxia,
distúrbio que afeta a visão, a fala e os movimentos dos braços e pernas.
Moreira citou ainda o colete salva-vidas feito para quem não consegue movimentar o corpo. “Se uma pessoa
tetraplégica cair na água, o próprio colete a gira para cima, para
que possa aguardar o resgate com segurança”, disse ele.
Em parceria com o Ministério do Turismo, a Aventura Especial
identificou e está adaptando locais da cidade de Socorro, interior de São
Paulo, para a prática de esportes de aventura no ar, na água e na terra, com o
objetivo de o município se tornar um modelo para o resto do país. De acordo com
o ministério, o convênio foi de R$ 418 mil.
Segundo Moreira, o objetivo agora é adequar também a
infra-estrutura da cidade para a recepção de mais praticantes com limitações.
“A gente criou um novo destino turístico”, disse Moreira. Segundo ele, o Brasil é
pioneiro na iniciativa de adequar condições para a prática de esporte de
aventura para pessoas com deficientes, o que pode atrair mais turistas
estrangeiros ao país.
Moreira, que acompanha os Jogos Parapan-Americanos no Rio, afirmou
que agora tem um novo desafio: montar uma equipe de remo para tentar incluir a
modalidade na próxima competição.
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