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17 de Agosto de 2007 - 18h46 - Última modificação em 17 de Agosto de 2007 - 18h46


Carnaval do Rio também promove inclusão de pessoas com deficiência

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./ABr
Rio de Janeiro - O ex-atleta da natação Jefferson Maia Figueira trabalha como voluntário no Parque Aquático Maria Lenk, durante os Jogos Parapan-Americanos
Rio de Janeiro - O ex-atleta da natação Jefferson Maia Figueira trabalha como voluntário no Parque Aquático Maria Lenk, durante os Jogos Parapan-Americanos
Rio de Janeiro - A cidade que está sediando os Jogos Parapan-Americanos também é conhecida como a cidade do Carnaval. E, no Rio de Janeiro, a inclusão social de pessoas com deficiência também é promovida por meio do samba.

As ações começaram em 1997, quando o presidente da Escola de Samba Tradição, Nésio Nascimento, convidou dois conhecidos para formar uma ala de pessoas com deficiência.

Um deles era Jefferson Maia Figueira. Aos 23 anos, ele perdeu o movimento das pernas e parte do movimento dos braços após ser baleado durante um assalto.

A ala estreou tímida, com menos de 50 pessoas. Hoje, segundo Figueira, outras duas escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro seguiram a idéia de incluir pessoas com deficiência em alas específicas: a Grande Rio e a Portela. As escolas de samba mirins também têm participação de pessoas com deficiências.

Figueira, que hoje está com 43 anos de idade, trabalha como voluntário nos Jogos Parapan-Americanos. Ex-atleta da natação, ele escolheu o Parque Aquático Maria Lenk para atuar no Parapan. Além da natação, ele praticou mergulho adaptado e hoje joga rubgy em cadeira de rodas.

Como não pode carregar material, ele presta informações ao público e auxilia as pessoas que chegam para assistir os jogos. De acordo  com a organização dos evento, dos 5 mil voluntários, 50 têm algum tipo de deficiência.

Figueira diz que, assim como no esporte, a participação de pessoas com deficiência no Carnaval crescen a cada dia. . Apesar de ter como objetivo a inclusão, a participação dessas pessoas não pode ser um empecilho para o bom desempenho da escola.

Por isso, quem tiver dificuldade em evoluir (desfilar pela avenida seguindo o andamento e garantindo a unidade da escola) com a cadeira de rodas, por exemplo, pode ter o auxílio de uma outra pessoa.

“A gente tem que pensar sempre na escola. Porque Carnaval, embora tenha muita alegria, é uma coisa séria. Então, a gente não pode, por pura pieguice, acabar atrapalhando a escola”, explica Figueira. Para ajudar na evolução da ala, um grupo de passistas desfila junto com as pessoas que estão em cadeiras de rodas.

No Carnaval deste ano, Figueira desfilou como figurante na Portela. Para ele, a presença de pessoas com deficiência no Carnaval deve ser encarada com mais naturalidade.

“Essa estranheza que causa é de quem, infelizmente, ainda não sabe que a pessoa com deficiência, se tiver acesso ao coletivo,  será mais um na multidão, não precisa de superlativos, nem de super-herói, nem de coitadinho. A proposta da nossa figuração no Carnaval é justamente essa. Então cada vez mais a gente está figurando só com alegria, sem nenhuma estranheza”.

A inclusão de pessoas com deficiência no Carnaval não fica só nos dias das apresentações das escolas. A festa de 2008, também deve contar com a participação de pessoas com deficiência na confecção de adereços e acessórios para as escolas.

O projeto é fruto de um convênio entre a Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil (Amebras) e a Secretaria Extraordinária Deficiente-Cidadão, com apoio da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).


 


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