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Rio de Janeiro - As bolas de futebol usadas por pessoas
com deficiência visual no país são produzidas por
jovens da Fundação de Apoio ao Menor de Feira de
Santana (BA). Com apoio do Projeto Pintando a Liberdade, do
Ministério do Esporte, são confeccionadas cerca de
cinco mil bolas por ano, que são distribuídas
gratuitamente também para mais de 100 países filiados à
Federação Internacional de Esportes para Cegos.
Segundo o presidente da fundação, que atende
crianças e adolescentes em sistema de residência e
semi-residência em processo social e preventivo, Antônio
Lopes, a bola fabricada lá é oficial, credenciada pela
Confederação Brasileira de Desportos para Cegos.
As bolas são de couro
sintético e têm guizos dentro, para orientar os
jogadores pela audição.
Cerca de 1,2 mil pessoas trabalham
na fundação na confecção de materiais
esportivos. Elas recebem treinamento e o material necessário
para a fabricação. Cada bola de futebol para cegos gera
uma renda de R$ 2,75, que é repassada pelo Ministério
do Esporte à entidade.
Além das bolas com guizos, a
Fundação de Apoio ao Menor de Feira de Santana
confecciona bolas de futebol, redes, sacolas e uniformes para escolas
públicas estaduais e municipais em todo o país e
entidades esportivas.
Amanhã (19), a Seleção
Brasileira de Futebol de 5 (para deficientes visuais) enfrenta a
Argentina na final dos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro.
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