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Rio de Janeiro - Depois de conquistarem 108 medalhas nos Jogos
Parapan-Americanos do Rio, os nadadores brasileiros estão de olho nas
Paraolímpiadas de Pequim, na China, em 2008. O coordenador da equipe, Murilo
Barreto, disse que o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) realizará treinamentos para incentivar os atletas. Os locais ainda não foram definidos.
No ínicio do próximo ano, ocorrerão as
seletivas para as Paraolímpiadas. A expectativa do técnico é conseguir 15 vagas
para o Brasil na competição."A gente viu os atletas que têm mais chances
de brigar por uma medalha em Pequim. O Comitê Paraolímpico Brasileiro está
criando semanas de treinamento para incentivar e fazer análises clínicas,
exames laboratoriais", disse o coordenador.
Nas Paraolímpiadas de Atenas, em 2004, o
Brasil conquistou 11 medalhas. Para este ano, estão previstas ainda etapas do
Circuito Caixa de Natação e um torneio com a participação de nadadores
estrangeiros no Rio de Janeiro, em setembro.
A natação contou com a maior equipe da
delegação brasileira, com 60 atletas, porém três caíram na piscina por falta de
adversários. O grupo conseguiu também o maior número de medalhas para o Brasil
por equipe, 108 no total, sendo 39 de ouro, 30 de prata e 39 de bronze. As
últimas finais ocorreram ontem (18) no Parque Aquático Maria Lenk, em
Jacarepaguá. No Parapan de Mar Del Plata, na Argentina, em 2003, foram 96
medalhas
Estreante em um Parapan, o paulista Isidoro
Mazotini conquistou três medalhas de bronze nos 100 metros livre, 400 metros
livre e 50 metros livre da categoria S8 (classificação para nadador com
deficiência físico-motora). "Foi uma supresa ganhar três medalhas de
bronze em uma competição de nível alto como foi o Parapan-Americano",
disse.
Agora, ele pretende intensificar o
treinamento em sua cidade natal, Campinas (SP), para garantir uma vaga em Pequim.
"Já treino cinco vezes por semana e vou treinar seis vezes em dois
períodos", destacou Isidoro, que tem atrofia nos membros inferiores e
compete há dois anos.
Indagado se a
ausência da equipe principal dos Estados Unidos nos jogos afetou o nível técnico das provas, o
treinador Murilo Barreto garantiu que o Brasil iria brilhar mesmo se os
principais nadadores norte-americanos tivessem comparecido.
"Os atletas, principalmente do Brasil,
quebraram recordes mundiais, o que significa ser o melhor do mundo. Se alguns
americanos tivessem vindo, não ia mudar isso. O Clodoaldo ia ganhar, o André
Brasil, o Luiz Silva, o Adriano Gomes, a gente tem muitos atletas. O Brasil é
uma potência na natação paraolímpica", ressaltou.
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