Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
19 de Agosto de 2007 - 15h32 - Última modificação em 19 de Agosto de 2007 - 15h32


Esportistas esperam que vitória no Parapan estimule crescimento do futebol para cegos no país

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Marcello Casal Jr./ABr
Rio de Janeiro - O jogador de futebol de 5 do Brasil Severino Silva (camisa 8) foi o  autor do gol que deu ao time hoje (19) a medalha de ouro na partida decisiva contra a Argentina nos Jogos Parapan-Americanos Rio 2007
Rio de Janeiro - O jogador de futebol de 5 do Brasil Severino Silva (camisa 8) foi o autor do gol que deu ao time hoje (19) a medalha de ouro na partida decisiva contra a Argentina nos Jogos Parapan-Americanos Rio 2007
Rio de Janeiro - O futebol é uma das modalidades esportivas mais praticada por deficientes visuais no país. Segundo a Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC), mais da metade dos 2,7 mil atletas cadastrados tem o futebol como pelo menos um dos esportes que pratica. A seleção brasileira de futebol de 5, para deficientes visuais, ganhou medalha de ouro nos Jogos Parapan-Americanos ao vencer a Argentina hoje (19).

O presidente da entidade, David Farias Costa, diz que, atualmente, há cerca de 50 equipes de futebol para cegos no país. Ele comemora o crescimento desta e de outras atividades esportivas que são praticadas por cegos, mas teme que o aumento da procura pelo esporte a falta de infra-estrutura comprometam o crescimento da prática no país. “Estamos qualificando profissionais, temos um aumento na demanda e ao mesmo tempo temos dúvidas se a infra-estrutura está adequada”, avalia.

Além do futebol, a CBDC promove atualmente outras seis modalidades para cegos: atletismo, natação, judô, goalball, xadrez e powerlifting (levantamento de peso). O orçamento anual da entidade é de R$ 2,5 milhões, repassados pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro. A verba provém do mecanismo criado pela Lei Agnelo Piva, que obriga a destinação de 2% de toda a arrecadação da Loteria Federal com venda de apostas para instituições ligadas ao esporte olímpico e paraolímpico.

Segundo Costa, os recursos são destinados à realização de cerca de 40 eventos por ano, que envolvem as competições regionais, nacionais, treinamentos, além da participação do Brasil em eventos internacionais.

O assistente técnico da seleção brasileira, Roderley Ferreira, diz que a vitória do Brasil pode ajudar a divulgar a prática do esporte no país. “A gente foi para um campeonato mundial no ano passado em Buenos Aires e estava toda a mídia em cima. A gente não tinha isso no Brasil, e agora a gente tem. É um passo enorme para o esporte paraolímpico”, afirma. Ferreira é também o chamador do time, ou seja, aquela pessoa que fica atrás da trave do gol do time adversário orientando os jogadores para onde devem chutar.

O jogador João Silva também acredita no crescimento do esporte no país. Ele criticou o fato de o Parapan do Rio de Janeiro contar com o patrocínio apenas da Caixa Econômica Federal e disse que, depois dos resultados obtidos, outras empresas devem se interessar também. “Queremos mais oportunidades para os deficientes, pois temos capacidade para crescer”, emenda Severino Gabriel da Silva, que fez o gol da vitória do Brasil sobre a Argentina.

O Censo Demográfico de 2000 localizou 16,5 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência visual. Nos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro, 25% dos atletas que compõem a delegação brasileira são cegos.

 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina