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Rio de Janeiro - A
festa de encerramento dos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro teve um
protesto do lado de fora da Vila Pan-americana, onde o evento foi realizado. Um
grupo de pessoas com deficiência e representantes do Instituto Brasileiro dos
Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), reclamavam do fato de a festa não
ser aberta ao público. Eles apresentavam uma faixa que dizia “Barrados no
Baile”.
Alguns
atletas que participaram do Parapan foram prestar apoio aos manifestantes, como
o nadador André Brasil e o judoca Antônio Tenório. A cerimônia de abertura dos
jogos também foi só para convidados.
O
ex-atleta Luiz Claudio Pereira, recordista da Para-Olimpíada de Seul no
atletismo, reclamou da falta de público na festa de encerramento. Ele foi o
atleta que acendeu a pira do Parapan na abertura do evento, e estava do lado de
fora da Vila Panamericana. “Fizeram uma festa só para as autoridades, o povo
não pode participar”, reclamou.
O
ministro do Esporte, Orlando Silva, disse que o protesto foi injusto, porque a organização
dos Jogos buscou incluir as pessoas com deficiência. “Mas é do jogo, faz parte.
Protestar é democrático”, afirmou. Ele disse que é impossível agradar a todos.
“Espero que da próxima vez consigamos fazer tudo perfeito, assim, as críticas
podem diminuir”.
O
presidente do Comitê Paraolímpico das Américas, Andrew Parsons, explicou que a
festa foi fechada pois era um momento de celebração com os atletas e com as
delegaçõs. “Ela virou uma festa, não é uma cerimônia de encerramento”, disse,
lembrando que o encerramento dos Jogos Parapan-Americanos de Mar Del Plata, em
2003, foi feita no mesmo modelo.
A
estimativa do Comitê Organizador dos jogos é de que 280 mil pessoas
acompanharam a realização das provas durante os sete dias de jogos.
Além
do desfile dos porta-bandeiras das delegações, os atletas conferiram os
melhores momentos da competição em telões montados na vila, especialmente dos
competidores brasileiros. Os atletas simularam ainda um sopro ao apagar a pira
parapan-americana.
Representantes
do México, país que irá sediar o próximo Pan, em 2011, receberam as bandeiras
dos comitês paraolímpicos. Andrew Parsons havia informado, duas horas antes de
a festa começar, que os governo mexicano assinou acordo para realizar o Pan e o
Parapan na mesma cidade Guadalajara, assim como ocorreu no Rio.
A
cantora Sandra de Sá encerrou a festa. Depois de sete dias de competição em 10
modalidades, o Brasil ficou em primeiro lugar com um total de 228 medalhas,
sendo 83 ouros, 68 pratas e 77 bronzes, de acordo com o comitê organizador dos
jogos. Em segundo lugar ficou o Canadá, com 112 medalhas, seguido pelos Estados
Unidos e o México.
Conforme
balanço do comitê, 28 recordes mundiais e 101 parapan-americanos foram
superados pelos 1.126 atletas que disputaram os jogos.
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