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22 de Agosto de 2007 - 12h47 - Última modificação em 22 de Agosto de 2007 - 12h47


Apreensão de drogas em rodovias federais no Rio supera números do ano passado

Thaís Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O volume de drogas apreendido no primeiro semestre deste ano nas rodovias federais que cortam o estado do Rio de Janeiro já supera os resultados do ano passado.

Segundo o relações públicas da Polícia Rodoviária Federal, inspetor André Luiz Azevedo, somente em relação à quantidade de crack a apreensão total ocorrida entre os meses de janeiro e julho foi de aproximadamente dez quilos - 200% superior às apreensões de 2006.

Desde o início do ano, a Polícia Rodoviária Federal também apreendeu 150 quilos de cocaína, mais de cinco mil bolas de haxixe, 68 granadas e mais de oito mil munições. Cerca de 400 pessoas foram presas.

A maioria das apreensões ocorreu durante as operações Centurião, iniciada em abril e retomada logo após os Jogos Pan-Americanos, e Podium, realizada durante a competição.

"A Polícia Rodoviária tem feito uma verdadeira barreira invisível nas divisas do Rio de Janeiro com outros estados e isso tem contribuído muito para diminuir a violência no Rio. Dessa forma, colaboramos para que as forças de segurança estaduais possam cumprir seu papel, fazendo um combate mais frontal às organizações criminosas”, destaca o inspetor da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo ele, o trabalho da polícia tem levado os traficantes a alocar a droga de novas maneiras para dificultar a identificação do material. Nesta madrugada, por exemplo, um casal foi preso na Rodovia Presidente Dutra, que liga os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, transportando crack em forma de tijolo, submerso no tanque de gasolina.

A polícia acredita que a droga tenha vindo do Paraguai e seria levada a traficantes da comunidade do Jacarezinho, na zona norte do Rio.

“O próprio cheiro da gasolina dificulta a identificação, mas os policiais estão treinados para encontrar o material entorpecente em qualquer local. Além disso, eles contam com cães farejadores que têm capacidade maior que a do homem de fazer esse trabalho através do olfato. Essa mudança de comportamento prova que eles estão tendo problemas para entrar com a droga no estado”, diz Azevedo.

A Operação Centurião foi deflagrada a partir de um pedido de reforço à segurança do estado, feito no início do ano pelo governador Sérgio Cabral ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, e não tem prazo para terminar. Ao todo, participam mil homens da polícia do Rio e outros 100 vindos de núcleos de Operações Especiais da PRF de 11 estados.

Os agentes formam barreiras em pontos estratégicos das rodovias BR 040 (trecho Rio–Juiz de Fora); BR 101 (trecho Niterói-Manilha); BR 116 (trecho Presidente Dutra); e Ponte Rio-Niterói. A ação é coordenada pela Divisão de Combate ao Crime, unidade com sede em Brasília, que atua no Rio desde dezembro de 2006. 


 


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