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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu hoje (22) a cerca de 30 mil trabalhadoras rurais que participaram da 3ª Marcha das Margaridas que
não irá alterar os direitos previdenciários da categoria.
Uma das reivindicações das trabalhadoras é o direito de aposentaria aos 55
anos, cinco anos a menos que a idade necessária para a aposentadoria das
trabalhadoras urbanas. Elas pedem também a manutenção da diferença de idade entre homens e
mulheres para aposentadoria, continuidade da vinculação da aposentadoria com
o salário mínimo, aprovação de projeto de lei que reafirma direitos das
trabalhadoras e reconhecimento do tempo de trabalho doméstico para fins de
aposentadoria.
“Se alguém disser para vocês, em qualquer lugar do mundo, que nós vamos
mexer no direito dos aposentados brasileiros ou da mulher trabalhadora
rural, vocês podem saber, sem olhar na cara, que quem está falando é
mentiroso”, disse Lula, no encerramento da marcha, no Pavilhão de
Exposições do Parque da Cidade.
Durante a manifestação, as trabalhadoras apresentaram documento com 107
pedidos ao governo. Em tom de brincadeira, o presidente disse que a pauta era “quase um programa
de governo”.
Na cerimônia de encerramento, coube à ministra Nilcéa Freire,
da Secretaria Especial de Políticas das Mulheres, anunciar as respostas do
governo às reivindicações, como investimento de R$ 11,5 milhões para 24
unidades móveis do Programa Nacional de Documentação da Mulher Trabalhadora
Rural, recursos de quase R$ 1 bilhão para combater a violência contra as
mulheres do campo, aplicação de R$ 14 milhões para a criação de estruturas
produtivas e inserção de representantes da categoria em comissão do
Ministério do Trabalho que discute políticas para o setor.
Ainda de acordo com a ministra Nilcéa Freire, o governo gastará R$ 100 mil para publicação dos
resultados da marcha.
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