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23 de Agosto de 2007 - 16h03 - Última modificação em 23 de Agosto de 2007 - 16h03


Amazonas discute parâmetros de TV pública

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

 
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Manaus - Os debates sobre a construção de uma televisão pública de qualidade, com foco na indepedência e democracia, prometem ganhar força no sábado (25), em Manaus, quando ocorre o Seminário TV Pública no Amazonas.

A proposta é do Sindicato dos Jornalistas e da Comissão PróTV Pública do estado, realizadores do evento. A primeira rodada de discussões ocorreu no último dia 18, reunindo profisionais diversos da área da comunicação, como repórteres,
editores, técnicos de rádio e TV, além de estudantes e professores.

Para a coordenadora nacional do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Berenice Mendes, o tema TV pública entrou na pautas da discussões nacionais pelo fato de o país estar vivendo um momento de transição tecnológica fundamental para a civilização humana.

"A TV pública entra na agenda brasileira em função do próprio momento de transição tecnológica. A gente só pode se intitular sociedade democrática se tivermos mecanismos democráticos de comunicação social, de transmissão de informação para a sociedade e de geração de informação pela sociedade. Esse é o momento de democratizar os meios de comunicação".

De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, a rede de TV Pública, já chamada de TV Brasil, terá um comitê de gestores com até 20 membros para supervisionar e garantir princípios como pluralidade, oposição e minorias, espírito crítico, diferenças regionais. O governo deverá ter representantes apenas dos ministério da Cultura, Educação e Comunicações.

Segundo Berenice, a preocupação de muitos debatedores é garantir a autonomia de comunicação na TV pública. "Até porque a independência financeira desse veículo ainda não está resolvida. A idéia é criar mecanismos que garantam o dinheiro sem que a decisão seja do governo vigente".

Na avaliação dela, a gerência do sistema público de TV deve contar com possibilidades que tragam autonomia e independência.

"Para que essa diretoria executiva não sofra a ingerência de integrantes do governo, deve ter mecanismos que assegurem sua independência. No nosso entender, o conselho deve ser formado não por notáveis, mas por representantes da sociedade civil organizada".

O coordenador da Comissão PróTV Pública do Amazonas, Pedro Moura, diz que o seminário é fruto de uma preocupação de trazer para o estado as conclusões do Fórum de TVs públicas, ocorrido em maio, em Brasília.

"Até então, não havia tido uma oportunidade de trazer para cá, de forma pública, o que foi tratado em Brasília. Além disso, tínhamos uma necessidade histórica de colocar o tema da comunicação pública de forma socializada".

A previsão do governo é que a rede de TV Pública esteja no ar ainda este ano, com quatro horas de programação regional e quatro horas de produções independentes.

 


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