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Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (24) que o fim dos R$ 35
bilhões arrecadados por ano com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) representaria um
desequilíbrio "brutal" ao país, pois esse valor equivale a metade do superávit primário (economia que o governo faz para pagar juros) do governo federal.
Segundo o ministro, o ajuste fiscal brasileiro é de R$ 100 bilhões,
dos quais R$ 70 bilhões são oriundos da União.
“Seria a metade do superávit primário que fazemos, e
não podemos deixar de fazê-lo para diminuir a relação
dívida/PIB. E termos esta segurança e prestígio
que nos faz baixar juros, ter riscos menores e poder passar
tranqüilamente por uma turbulência como essa", disse, referindo-se à crise
internacional das últimas semanas, fruto do desequilíbrio no mercado
imobiliário dos Estados Unidos.
Sobre a crise nos Estados Unidos, Mantega disse que a turbulência ainda não terminou, pois necessita de acomodações. Mas voltou a afirmar que a repercussão no Brasil é muito pequena, pois
o país possui fundamentos econômicos sólidos.
"Não vai atrapalhar o crescimento econômico que
está se verificando para este ano, que deverá ser acima
de 4,5%".
As declarações foram feitas após almoço de Mantega com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ocorrido no Rio de Janeiro.
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