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24 de Agosto de 2007 - 18h26 - Última modificação em 24 de Agosto de 2007 - 18h25


Fim da CPMF seria brutal, pois arrecadação equivale a metade do ajuste fiscal, diz ministro

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (24) que o fim dos R$ 35 bilhões arrecadados por ano com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) representaria um desequilíbrio "brutal" ao país, pois esse valor equivale a metade do superávit primário (economia que o governo faz para pagar juros) do governo federal.

Segundo o ministro, o ajuste fiscal brasileiro é de R$ 100 bilhões, dos quais R$ 70 bilhões são oriundos da União.

“Seria a metade do superávit primário que fazemos, e não podemos deixar de fazê-lo para diminuir a relação dívida/PIB. E termos esta segurança e prestígio que nos faz baixar juros, ter riscos menores e poder passar tranqüilamente por uma turbulência como essa", disse, referindo-se à crise internacional das últimas semanas, fruto do desequilíbrio no mercado imobiliário dos Estados Unidos.

Sobre a crise nos Estados Unidos, Mantega disse que a turbulência ainda não terminou, pois necessita de acomodações. Mas voltou a afirmar que a repercussão no Brasil é muito pequena, pois o país possui fundamentos econômicos sólidos.

"Não vai atrapalhar o crescimento econômico que está se verificando para este ano, que deverá ser acima de 4,5%".

As declarações foram feitas após almoço de Mantega com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ocorrido no Rio de Janeiro.




 


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