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25 de Agosto de 2007 - 13h20 - Última modificação em 26 de Agosto de 2007 - 12h34


Censo de moradores de rua será feito a partir de outubro pelo Ministério de Desenvolvimento Social

Grazielle Machado
Da Agência Brasil

 
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Wilson Dias/ABr
Brasília - Adailton da Silva, de 25 anos, e Raimunda da Silva, 22, moram 
embaixo de um viaduto numa das principais vias da capital. Como eles e 
todos os outros sem-teto estão fora do censo do IBGE, o Ministério do 
Desenvolvimento Social encomendou a contagem da população de rua do país
Brasília - Adailton da Silva, de 25 anos, e Raimunda da Silva, 22, moram embaixo de um viaduto numa das principais vias da capital. Como eles e todos os outros sem-teto estão fora do censo do IBGE, o Ministério do Desenvolvimento Social encomendou a contagem da população de rua do país
Brasília - Adailton da Silva, 25 anos, e Raimunda da Silva, 22 anos, são de Alagoinhas (BA) e já vivem em Brasília há dez anos. O casal mora embaixo de um viaduto na L2 Norte, uma das principais vias da capital. Dormem dentro de uma caixa feita com lona e madeira, estão desempregados e vigiam carros durante o dia para sobreviver.

“É muito difícil [morar na rua], às vezes a gente ganha alguma coisa, às vezes não: tem que ir no lixo para ver se acha alguma coisa”, conta Adailton.

Para ajudar esses e outros moradores de rua de todo o país, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) começa a fazer, a partir de outubro, uma contagem de população de rua. Serão cerca de 2.500 pesquisadores em 23 estados e mais o Distrito Federal. Apenas Belo Horizonte, Recife e São Paulo não vão participar da pesquisa, pois os governos estuais já haviam feito o levantamento desses dados.

De acordo com a coordenadora de Regulamentação da Proteção Social Especial do MDS, Solange Martins, com esse levantamento o governo pretende elaborar projetos e programas sociais voltados para essa população. A intenção, segundo a coordenadora, é saber como eles vivem, onde moram, como são os vínculos de relação familiar.

“Ainda não existem políticas públicas específicas para moradores de rua. O Bolsa Família, que é um programa de inclusão social, por exemplo, grande parte dessa população não recebe, porque não sabe ou não conhece”, afirma Solange.

Ela explica que já existe um Grupo Interministerial, composto pelo Governo Federal, pelo Movimento Nacional de População em Situação de Rua (MNPR), por várias ONGs e alguns gestores municipais, para estudar medidas voltadas para a polução de rua.

Para fazer o levantamento, o MDS vai utilizar dois tipos de questionários. Um mais simples, com 16 questões, e outro mais complexo, com 47 questões, que será feito com apenas 10% dos entrevistados. A empresa responsável pelas pesquisas sera a Meta Instituto de Pesquisas de Opinião Ltda., que, de acordo com Solange Martins, foi contratada por meio de licitação. Para fazer o levantamento, o ministério vai investir R$1,5 milhões de reais.

A pesquisa será concluída no final de outubro e os resultados serão divulgados durante um seminário, ainda sem data e local definidos.

 


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