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Brasília -
O líder do Democratas no Senado, José Agripino (RN),
disse hoje (27) que vai orientar os senadores do partido que fazem parte do
Conselho de Ética a votarem aberto no processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
A primeira representação contra Renan deve ser votada quinta-feira (30), quando os relatores - Renato Casagrande (PSB-ES), Almeida Lima (PMDB-SE) e Marisa Serrano (PSDB-MS) - apresentam parecer sobre a
denúncia de que o senador recebeu dinheiro do funcionário de uma
empreiteira para pagar despesas pessoais.
“Em respeito à opinião aberta dos relatores, o voto
deve e precisa ser aberto. Se houver algum requerimento para que o voto
seja fechado, vou orientar a minha bancada para que os Democratas, ao
exibirem o voto sobre a questão de votar aberto ou fechado, mostrem o
voto aberto, em nome da transparência”, afirmou Agripino Maia.
O Conselho de Ética do Senado é composto por 15
titulares e 15 suplentes. O Democratas tem quatro vagas
no conselho: os senadores Demóstenes Torres (GO), Heráclito Fortes (PI)
e Adelmir Santana (DF), além de Romeu Tuma (SP), que, como corregedor
do Senado, é membro nato do conselho e tem direito a voz e voto.
A previsão é que na próxima quinta-feira, os três
relatores apresentem seus relatórios e o processo seja votado. Se
houver pedido de vista, a votação fica adiada por cinco sessões. Caso
seja votado na quinta-feira, o processo segue no mesmo dia para a
Comissão de Constituição e Justiça do Senado para análise da constitucionalidade
da representação. Em seguida, é devolvido para a Mesa Diretora da Casa,
para que possa ser incluído na pauta do plenário. No plenário, a
votação deve ser secreta e por maioria absoluta de votos (41).
Sobre a votação no Conselho de Ética, o
regimento do Senado é omisso sobre a obrigação de ser aberta
ou secreta.
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