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29 de Agosto de 2007 - 21h04 - Última modificação em 29 de Agosto de 2007 - 21h37


País chega perto de meta para mortalidade infantil, mas saúde da mulher continua problema

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/Abr
Brasília - A representante residente do Pnud, Kim Bolduc, participa do lançamento do Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e da segunda edição do Prêmio ODM Brasil 2007. O prêmio foi criado pelo governo federal para incentivar ações que contribuam para que o país atinja até 2015 as oito Metas do Milênio estabelecidas por 191 nações em 2000
Brasília - A representante residente do Pnud, Kim Bolduc, participa do lançamento do Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e da segunda edição do Prêmio ODM Brasil 2007. O prêmio foi criado pelo governo federal para incentivar ações que contribuam para que o país atinja até 2015 as oito Metas do Milênio estabelecidas por 191 nações em 2000
Brasília - O Brasil está próximo de reduzir em dois terços os índices de mortalidade na infância em relação aos números da década de 1990, um dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio. Em 2005, o número de óbitos de crianças menores de cinco anos era de 28,7 por mil nascidos vivos, quase metade das taxas da década anterior. Entre 1997 e 2005, a mortalidade materna também diminuiu 12,7%.

Mas os números de mortalidade materna continuam caindo menos que a meta de redução de 75%. Entre 1997 e 2005, a mortalidade materna caiu de 61,2 para 53,4 óbitos por mil nascidos vivos. Ainda assim, o governo estima que há subnotificação – quando a morte da paciente não é registrada como em decorrência de parto mal-sucedido.

Os dados são do 3º Relatório de Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, divulgado hoje (29) pela Presidência da República. Reduzir a mortalidade na infância e melhorar a saúde materna estão entre os os oito ODMs, lançados em 2000 durante a Cúpula do Milênio das Nações Unidas, com a adesão de 189 países, entre ele o Brasil.

A mortalidade infantil, que considera o número de mortes entre crianças até 1 ano de idade, também caiu, saindo de 33,7 por mil nascidos em 1992 para 21,1 em 2005. Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Roraima e São Paulo registraram queda de 40% no índice.

Mesmo com a redução em todos os estados, as regiões Norte e Nordeste ainda concentram as maiores taxas de mortalidade infantil. “O local de nascimento de uma criança brasileira ainda determina também suas oportunidades futuras”, avaliou Kim Bolduc, coordenadora-presidente do sistema das Nações Unidas no Brasil.

Os dados também mostram uma alteração das causas de mortalidade infantil, com redução dos casos de doenças transmissíveis – decorrentes das condições ambientais e do acesso aos serviços de saúde – e ampliação dos casos de malformações congênitas e doenças perinatais – antes do nascimento.

Entre as mulheres grávidas, 53,6% realizou sete ou mais consultas pré-natais, segundo dados de 2005. Outro dado sobre estatísticas maternas mostra que o Brasil registra uma alta taxa de cesareanas, que é de 28% nos partos realizados pelo Sistema único de Saúde e chega a 80% nos planos de saúde. A Organização Mundial de Saúde recomenda que essa proporção seja de 15% do total de partos, porque a cesareana expõe as mulheres a maiores riscos de infecção e morte.


 

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