Ricardo Stuckert/PR
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Brasília - O presidente Lula discursa no lançamento do Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e da segunda edição do Prêmio ODM Brasil 2007. O prêmio foi criado pelo governo federal para incentivar ações que contribuam para que o país atinja até 2015 as oito Metas do Milênio estabelecidas por 191 nações em 2000
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Brasília - O 3º
Relatório de Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do
Desenvolvimento do Milênio (ODM), divulgado hoje (29) pela
Presidência da República, revelou que a proporção
de brasileiros infectados pelo HIV ficou estável entre 2000 e
2004, e permaneceu em 0,6% entre homens e mulheres de 15 a 49
anos. Um dos ODMs é o combate ao HIV, à malária
e outras doenças.
Até 2006, o governo registrou 433.067 casos de brasileiros que
desenvolveram a doença, de acordo com o relatório. A
aids se propagou com mais intensidade nas regiões com melhores
indicadores sociais – o Sudeste, por exemplo, concentra mais de 60%
dos casos registrados desde o início da epidemia na década
de 1980.
Segundo o
relatório, o tratamento gratuito aos portadores do HIV ajudou
a reduzir o número de mortes no país. Entre 1996 e
2005, a taxa caiu de 9,6 para 6 mortes em cada 100 mil habitantes.
Apesar da tendência de queda entre homens e mulheres, a
mortalidade para o sexo masculino é o dobro da registrada para
o sexo feminino.
Além
do HIV, o combate à malária também faz parte dos
Objetivos do Desenvolvimento do Milênio. Nesse aspecto, o Brasil registrou redução da
incidência da doença após três anos de
aumento, mas o número de casos ainda chegou a 540 mil em 2006.
Estes casos se concentram na Amazônia Legal, formada pelos sete
estados da região Norte e por parte do Maranhão e de Mato Grosso.
A taxa de
incidência de tuberculose registrou queda e o índice de
cura foi de 75% em 2005. Mas entre os portadores do HIV e pacientes
que abandonaram o tratamento, a proporção de cura foi
menor, 42,4% e 34,1%, respectivamente.
De acordo
com o relatório, o controle da hanseníase não
foi incluído nesta edição por causa de uma revisão na metodologia de
cálculo dos indicadores utilizados no acompanhamento da
doença.
Os outros
sete Objetivos do Milênio são: erradicar a extrema
pobreza e a fome, garantir educação básica de
qualidade para todos; promover a igualdade entre os sexos e a
autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a
saúde das gestantes; garantir a sustentabilidade ambiental e
estabelecer parcerias para o desenvolvimento. Lançados em 2000
durante a Cúpula do Milênio das Nações
Unidas, têm a adesão de 189 países, entre ele o
Brasil.