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29 de Agosto de 2007 - 21h53 - Última modificação em 30 de Agosto de 2007 - 10h44


Receita suspende leilão para compra de licenças de software da Microsoft

Edla Lula
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A Receita Federal suspendeu o leilão para a compra de 44.087 licenças do Microsoft Office 2007, marcado para amanhã (30). A decisão foi tomada hoje (29), durante reunião entre o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, o secretário-adjunto da Receita Federal responsável pela área de tecnologia, Jânio Castanheira, e o presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni.

A reunião foi motivada por uma campanha encabeçada por defensores da adoção do software livre, que pediam o cancelamento do leilão. Eles argumentam que valor das licenças, avaliado em R$ 40,9 milhões, é um gasto desnecessário quando há programas gratuitos com aplicativos funcionalmente equivalentes aos do Microsoft Office.

"Acreditamos que esses R$ 40,9 milhões podem ser utilizados em outras atividades que atendam aos requisitos de publicidade, economicidade e transparência, como em  projetos tecnológicos voltados para a democratização da informática", afirmou o coordenador adjunto da Associação SoftwareLivre.Org, Gustavo Pacheco.

Ele acrescentou que não faz sentido a Receita Federal utilizar aplicativos privados quando há um compromisso do governo, defendido pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sua carta aberta ao Fórum Internacional Software Livre, pela utilização dessa alternativa. E lembrou que vários órgãos públicos, como o Serpro, Dataprev, Banco do Brasil, Correios e Caixa Federal, já utilizam o BrOffice, similar ao Microsoft.

O próprio Nelson Machado, quando ministro da Previdência, determinou a aquisição de mais de 10 mil computadores para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem a compra de licenciamento Microsoft Office e com a instalação do BrOffice.

"Suspender o leilão foi uma atitude sensata do Ministério da Fazenda. Eles reconheceram que há outras possibilidades", afirmou Pacheco, para quem o gesto simboliza a "vitória do bom senso" e responsabilidade com o gasto público.

 


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