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Brasília - Faltando sete anos para
o prazo dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), o
Brasil apresenta avanços em temas como pobreza e desigualdade.
A conclusão está na terceira edição do
relatório de acompanhamento, elaborado pela
Presidência da República e pela Organização das Nações Unidas (ONU) e divulgado hoje (29).
O ODM foi lançado
em 2000, durante a Cúpula do Milênio das Nações
Unidas. Na ocasião, 189 países fixaram oito objetivos. O primeiro deles é erradicar a extrema pobreza e a fome. Para alcançá-lo, a meta estipulada para o período entre 1990 e 2015 é reduzir pela metade a proporção da população com renda inferior a um dólar PPC (paridade do poder de compra) por dia. Trata-se de um
indicador global usado para eliminar a diferença de preços
entre os países – em 2005, um dólar PPC por dia
equivalia a R$ 40 por mês, o que configura situação
de extrema pobreza.
Baseado em dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da
Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o estudo mostra que, levando em conta o dólar PPC, o índice de
brasileiros vivendo na extrema pobreza caiu de 8,8% para 4,2%. E conclui que o Brasil já alcançou a meta da ONU.
Usando como parâmetro o salário
mínimo, a taxa de pobreza extrema caiu de 28% para 16% da
população e a de pobreza, de 52% para 38%. No Brasil, a
pobreza extrema tem sido dimensionada pelo valor equivalente a um
quarto de salário mínimo de renda per capita mensal e a
pobreza, por meio salário – respectivamente, R$ 89,60 e R$
179,21 em 2005.
O estudo também
aponta queda nos padrões de desigualdade entre 2001 e 2005.
Enquanto a renda dos 10% mais pobres cresceu a uma taxa anual de
9,2%, a dos 10% mais ricos caiu 0,4% por ano. O coeficiente de Gini,
um dos índices de desigualdade mais utilizados no mundo,
atingiu 0,566 em 2005, após uma trajetória ascendente
que começou em 2001. Até então, osclilava em
torno de 0,595, o que, segundo o estudo, mantinha o Brasil entre os
países mais desiguais do mundo. O Gini varia de 0 a 1. Quanto
mais próximo de zero, menor é a desigualdade.
Outra constatação
é a queda na desnutrição em crianças
menores de um ano, de 10,1% em 1999 para 2,4% em 2006. No entanto, o
documento aponta que a fome e a desnutrição
constituem “um desafio ainda a ser vencido”, resultante,
sobretudo, da “falta de acesso aos alimentos, decorrente do baixo
poder aquisitivo de milhões de brasileiros”.
Os outros sete Objetivos
do Milênio são:
garantir educação básica de qualidade para
todos; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das
mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das
gestantes; combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças;
garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer parcerias para o
desenvolvimento.
Atualizada para acréscimo de informações.
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