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Recife - Cerca de 100 mil agricultores
familiares de 122 municípios do sertão e do agreste de Pernambuco vão poder
se habilitar ao seguro safra 2007-2008. O ressarcimento decorrente da frustração nas
lavouras, no valor de R$ 550 em dinheiro, pagos em cinco parcelas de R$ 110,
favorece quem comprova perdas superiores a 50% no plantio de milho, feijão,
algodão, mandioca e arroz de sequeiro.
O benefício é liberado por meio do fundo
garantia safra, que tem participação de 90% do governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, além
da complementação do governo estadual, prefeituras municipais e dos próprios
agricultores.
Segundo Sebastião Oliveira, gerente de Convivência com o Semi-árido, da Secretaria de Agricultura do estado, as perdas decorrentes da escassez de
chuvas este ano atingem 38 municípios. “Esses municípios correspondem a 47 mil
agricultores, que tiveram prejuízos comprovados por causa da falta de água no
período de desenvolvimento das culturas. É necessário o reconhecimento da situação de
emergência, por parte do governo federal, para liberação dos recursos do
seguro”, declarou Oliveira. Ele disse que a expectativa é de que a partir de novembro
o pagamento seja iniciado.
Dos 46 mil agricultores pernambucanos que aderiram
ao programa na safra 2005-2006, 33 mil estarão recebendo a última parcela do seguro agora em
setembro.
Quando o programa foi lançado, na safra 2002-2203, só 22 mil
trabalhadores, da cota de 100 mil a que o estado tinha direito, se inscreveram
para participar da iniciativa.
Os beneficiários do seguro safra são produtores rurais com renda
comprovada de até um salário mínimo e meio mensal, que vivem em áreas de
assentamento, comunidades indígenas e remanescentes de quilombos.
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